quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Rádio_Informação

O rei da informação

Há certos conceitos que, conforme a visão de mundo de cada um, não teria razão de existir, mesmo prevalecendo ao longo do tempo. Um deles insiste que o rádio, com o surgimento da televisão, deixou de ter a importância que tinha nas décadas de quarenta, cinqüenta e sessenta. Os prognósticos foram os mais pessimistas possíveis. De fato, o rádio sofreu um grande abalo com o advento da televisão, especialmente pelo abandono progressivo e constante do mercado publicitário. Ele teve que procurar novos caminhos de viabilização econômica para as suas programações, abrir novos mercados que possibilitassem a sua sobrevivência, enfim foi necessário recriar o rádio.
O rádio deixou de ser broacasting, com shows, novelas, programas de auditórios, sem nunca ter deixado de lado a poesia, declamada por belas vozes. Ele foi obrigado a se transformar, enfrentando percalços a partir da ausência absoluta de critérios éticos e estruturais no processo das concessões de emissoras de rádio, outorgadas pelo governo a exemplo da barganha política pra a aprovar os cinco anos de mandato do presidente José Sarney.
Contrariando as previsões dos descrentes, o rpadio vem cumprindo gloriosamente o seu destino e a sua vocação real, mantendo ate os dias de hoje a soberania entre os meios de comunicação de massa. As pesquisas apontam que das cinco da manhã até as seis da tarde predomina na preferência do público, seja nas grandes metrópoles, por razões próprias, ou seja nas cidades menores elas características especídicas. Este quadro não se verifica somente no Brasil, mas com maior ênfase ainda nos país de Primeiro Mundo, onde as emissoras de rádio vêm recuperando a participação no bolo publicitário, ainda que muito aquém do desejado, principalmente pelafalta de conhecimento do verdadeiro potencial do veículo. Entretanto, a maior virtude deste meio de domjnicação está na sua singular natureza sonorta. Rádio é som e só. Ele trabalha com o imaginário das pessoas, quantativamente através da música e qualitativamente pela informação. A agilidade, a velocidade, versatilidade, interatividade, abrangência e essencialmente a constante companhia são algumas das características que o diferencial dos outros, sem discriminar ninguém.
A partir deste final de século, com a evolução da informátrica na vida de todos os setores, as perprectivas para o ´radio são altamente favoráveis, ganhando novos e substanciais horizontes. Além dos consogrados aparelhos repectores, sejam os portáteis, domiciliares, no carro ou mesmo acoplado em diversos outros produtos eletrodomésticos, também está disponível na rede mundial de computadores. Hoje as pessoas podem ouvir rádio acessando vários sites das emissoras nacionais e estrangeiras pela Internet. E vem mais por aí, o rádio digital. Como sistema digitalizado, vai ser possível sintonizar mais de uma centena de emissoras de todo do mundo em qualidade de CD.

As modernas tecnologias estão definitivamente reatualizando o rádio que nasce sob o estigma da interatividade, baseada numa relação intimista entre emissor e o receptor, fenômeno semelhante que se repete nos dias de hoje na Internet. Mas duas questões nos parecem fundamentais para serem refletidas. Uma delas é quanto ao conteúdo s ser oferecido ao público, se ouvinte ou internauta, qual o verdadeiro papel que devem desempenhar na sociedade atual. Outra indagação se refere a uma participação mais efetiva do mercado publicitário, proporcional aa importância desta mídia.
Partindo do conceito que rádio é a extensão da voz de um lado e do ouvido de outro, cabe-lhe a função básica de ser transmissor de informação de efetivo de interesse público, instrumento indispensável para o exercício da plena cidadania, através do restabelecimento de sai dignidade econômica necessária para manter a sua realização.

Fonte:Autor: Jorge Cury - jornalista responsável da Central de Radiojornalismo.

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