O rádio está mais vivo do que nunca
Longe de ser um meio ultrapassado, o rádio reafirma constantemente sua condição de veículo indispensável no cotidiano das pessoas. O jornalista Heródoto Barbeiro, gerente de jornalismo da Rádio CBN e apresentador do Jornal da Cultura, diz que o rádio nunca morrerá. O que deve mudar é a forma de recepção, e a forma de receber as transmissões. Os equipamentos é que deixarão de existir e as pessoas começarão a ouvir áudio pelo computador, seja ele o tradicional, portátil ou instalados nos próprios automóveis.
Heródoto, que também tem um bom conhecimento em televisão, concorda que o impacto que esta provoca é maior na opinião pública... "a imagem é sempre mais forte". Mas defende que o público é muito fiel ao rádio. Uma pesquisa encomendada pela CBN indica os meios em que as pessoas vão buscar informação durante o dia. Á noite a Tv é soberana, com 80% da preferência, mas durante o dia o quadro muda e o rádio lidera com folga. Também é bom destacar que é durante o dia que a maioria das notícias é gerada. Heródoto ressalta que quem ouve jornalismo no rádio é o público classe média, com mais de 35 anos... "é gente que está indo trabalhar e que não teve tempo de ler os jornais e aproveita os momentos gastos no trânsito para se informar".
O rádio deve investir justamente nesses momentos em que as pessoas não podem ver televisão. "O rádio tem a obrigação de oferecer uma boa qualidade de som - daí a veiculação do jornalismo na faixa FM", completa Heródoto. Outro diferencial para ele é a instantaneidade que o meio propicia, dando uma credibilidade paro o rádio sem igual entre as mídias, reforçada pelo grande número de transmissões radiofônicas ao vivo.
Quanto a função do jornalista, Heródoto diz que a obrigação de quem informa é mostrar as coisas para que as pessoas possam exercer seu espírito crítico e neste aspecto o rádo também leva vantagem, uma vez que a credibilidade é altíssima. "Acontece que é mais fácil o ouvinte se identificar com o âncora do rádio do que com o da televisão. No rádio você fala com a pessoa física, com o indivíduo, Na TV isso é bem mais impessoal".
É mais um profissional de respeito no meio, que ressalta a importância e a revitalização que está acontecendo deste importante veículo de comunicação: o rádio.
Fonte:Jornal: Livraria Cultura News, nº 92 - Edição Novembro de 2000.Edição: Roberto Mencarini, Gerente de Marketing - Rádio 2.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
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