Imagem de Ádria de Souza
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Aulas 27 e 28 de Outubro
Edição Estúdio das Matérias: Mercado, Olinda e Repórter Unicap
Programação para Cobertura da Fliporto 2008
A terceira versão da FLIPORTO, realizada em setembro do ano passado, internacionalizou-se e transformou o Brasil em um pólo congregador dos países latino-americanos, treze deles fazendo-se representar através de vários de seus escritores: Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana,Uruguai, Venezuela. Angola foi representada por Agualusa e a Galícia por Xosé Lois Garcia. Foram ao todo 135 participantes, sendo 40 estrangeiros (cinc
o deles radicados em Pernambuco), 40 escritores dos vários Estados e 55 pernambucanos.
Os homenageados foram: Frida Kahlo; que no ano passado completaria 100 anos de nascimento, Hermilo Borba Filho; Ariano Suassuna; Gabriel García Márquez; Moacyr Scliar; Gabriela Mistral; Carice Lispector; Nélida Piñon; Marcus Accioly; Abreu e Lima e José Olympio. Entre os muitos escritores, Antonio Torres, Antonio Carlos Secchin, Márcio Souza, Sábato Magaldi, Thiago de Mello, Vicente Franz Cecim (Brasil); Fabian Casas (Argentina); Armando Romero e Daleth Restrepo (Colômbia), Alex Pausides e Aitana Alberti (Cuba); Odi González (Peru), Francisco Ruiz Udiel (Nicarágua), Etnairis Rivera(Porto Rico), Rei Berroa (República Dominicana).
A escritora Nélida Piñon foi responsável pela apoteose da abertura: "toda a história humana pode estar dentro de uma frase feliz", afirmou. Primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras, ocupando hoje a cadeira de número 30, e uma das principais homenageadas da FLIPORTO, Nélida repartiu experiências de criação com o público. "Acredito que não se pode ser um escritor moderno sem ser arcaico. Precisamos de no mínimo cinco mil anos de inspiração", defendeu a escritora, reverenciando a importância e contribuição da história para a literatura. Confessa apaixonada pelos clássicos gregos como Homero (autor de Ilíada e Odisséia) e do filósofo Aristóteles, Nélida acredita que "a arte nasce do caos, da riqueza humana”. A apoteose do encerramento esteve a cargo de Ariano Suassuna, com uma extraordinária aula-espetáculo, causando delírio na multidão que se comprimia no grande auditório do Hotel Armação.
O Brasil literário estava distanciado do resto da América Latina, acredito que a FLIPORTO contribuiu para uma reaproximação. De uma maneira quase informal, possibilitamos uma aproximação entre os escritores com o público que participou ativamente dos painéis. Sempre buscando a troca de experiências, a curadoria organizou os painéis mesclando escritores brasileiros com estrangeiros para ressaltar a diversidade e estimular a troca de experiências. Se as duas versões iniciais da FLIPORTO colocaram a cidade de Porto de Galinhas no calendário cultural do Estado de Pernambuco, a terceira lhe deu um destaque entre os encontros literários nacionais e internacionais. A partir de uma conjugação de lastro acadêmico atualizado com a vitalidade da presença do autor e do livro, em painéis estruturados conforme motivações estéticas e ideológicas, foi construída uma plataforma leve, ágil, mas consistente e profunda, no trato da literatura. Um formato de evento especial que retrata a experiência intercultural e a partir dela fez evoluir as exposições e debates, palestras, recitais, entrevistas e leituras. Curiosas oficinas literárias, como a de poesia quéchua pelo peruano Odi Gonzales, chamaram a atenção do público para culturas ancestrais da América Latina, mostrando como a cultura maia, por exemplo, antecipou, em muitos séculos, a linguagem cifrada dos modernos computadores.
Na praia de Porto de Galinhas, antigo porto de escravos, nos dias 06 a 09 de novembro, dar-se-á o encontro/reencontro das etnias: escritores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, debatendo temas de interesse comum com escritores brasileiros, hispano-americanos, autores portugueses e espanhóis estudiosos do pós-colonialismo, teóricos fundamentais contemporâneos dos estudos inter-étnicos e culturais.
o deles radicados em Pernambuco), 40 escritores dos vários Estados e 55 pernambucanos.Os homenageados foram: Frida Kahlo; que no ano passado completaria 100 anos de nascimento, Hermilo Borba Filho; Ariano Suassuna; Gabriel García Márquez; Moacyr Scliar; Gabriela Mistral; Carice Lispector; Nélida Piñon; Marcus Accioly; Abreu e Lima e José Olympio. Entre os muitos escritores, Antonio Torres, Antonio Carlos Secchin, Márcio Souza, Sábato Magaldi, Thiago de Mello, Vicente Franz Cecim (Brasil); Fabian Casas (Argentina); Armando Romero e Daleth Restrepo (Colômbia), Alex Pausides e Aitana Alberti (Cuba); Odi González (Peru), Francisco Ruiz Udiel (Nicarágua), Etnairis Rivera(Porto Rico), Rei Berroa (República Dominicana).
A escritora Nélida Piñon foi responsável pela apoteose da abertura: "toda a história humana pode estar dentro de uma frase feliz", afirmou. Primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras, ocupando hoje a cadeira de número 30, e uma das principais homenageadas da FLIPORTO, Nélida repartiu experiências de criação com o público. "Acredito que não se pode ser um escritor moderno sem ser arcaico. Precisamos de no mínimo cinco mil anos de inspiração", defendeu a escritora, reverenciando a importância e contribuição da história para a literatura. Confessa apaixonada pelos clássicos gregos como Homero (autor de Ilíada e Odisséia) e do filósofo Aristóteles, Nélida acredita que "a arte nasce do caos, da riqueza humana”. A apoteose do encerramento esteve a cargo de Ariano Suassuna, com uma extraordinária aula-espetáculo, causando delírio na multidão que se comprimia no grande auditório do Hotel Armação.
O Brasil literário estava distanciado do resto da América Latina, acredito que a FLIPORTO contribuiu para uma reaproximação. De uma maneira quase informal, possibilitamos uma aproximação entre os escritores com o público que participou ativamente dos painéis. Sempre buscando a troca de experiências, a curadoria organizou os painéis mesclando escritores brasileiros com estrangeiros para ressaltar a diversidade e estimular a troca de experiências. Se as duas versões iniciais da FLIPORTO colocaram a cidade de Porto de Galinhas no calendário cultural do Estado de Pernambuco, a terceira lhe deu um destaque entre os encontros literários nacionais e internacionais. A partir de uma conjugação de lastro acadêmico atualizado com a vitalidade da presença do autor e do livro, em painéis estruturados conforme motivações estéticas e ideológicas, foi construída uma plataforma leve, ágil, mas consistente e profunda, no trato da literatura. Um formato de evento especial que retrata a experiência intercultural e a partir dela fez evoluir as exposições e debates, palestras, recitais, entrevistas e leituras. Curiosas oficinas literárias, como a de poesia quéchua pelo peruano Odi Gonzales, chamaram a atenção do público para culturas ancestrais da América Latina, mostrando como a cultura maia, por exemplo, antecipou, em muitos séculos, a linguagem cifrada dos modernos computadores.
Na praia de Porto de Galinhas, antigo porto de escravos, nos dias 06 a 09 de novembro, dar-se-á o encontro/reencontro das etnias: escritores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, debatendo temas de interesse comum com escritores brasileiros, hispano-americanos, autores portugueses e espanhóis estudiosos do pós-colonialismo, teóricos fundamentais contemporâneos dos estudos inter-étnicos e culturais.
E dar-se-á a travessia do Atlântico, mas no sentido inverso ao dos navios negreiros que trouxeram ao nosso continente mais de 9 milhões de escravos, a partir dos primeiros anos do século XVI. Aos 120 anos da Abolição, celebraremos o significado da África no Brasil e na América Latina, nós, afro-brasileiros, afro-latinos, latino-americanos a congregar os vários desdobramentos da diáspora africana nestes tempos pós-coloniais. Conscientes de suas vastas raízes,
sabedores que os próprios iberos colonizadores já traziam dentro de si o sangue norte-africano, após oito séculos em que eles dominaram a península.
A FLIPORTO acontece de forma descentralizada, com programações literária, social, infantil e gastronômica. Este ano, a festa amplia o leque de opções para os participantes ao incluir um circuito turístico-cultural e um circuito de artes visuais, com exposições de artes plásticas e de fotografia. Quem estiver à distância, poderá acompanhar as discussões através de uma TV e Rádio ao vivo através da Internet.
Tudo dentro da perspectiva característica da FLIPORTO, que não vê a literatura como mero entretenimento, mas como fator educacional de formação humanística, de equilíbrio existencial por meio da imaginação, como parte arquetípica e ancestral da cultura, como princípio ético/estético a preencher o vazio e fortalecer no homem a coragem, a resistência, o gosto da beleza, a busca de si mesmo, a solidariedade e a alegria de, através do texto literário, comemorar o sonho e a magia de estar vivo, por entre a injustiça, o sofrimento e o absurdo.
sabedores que os próprios iberos colonizadores já traziam dentro de si o sangue norte-africano, após oito séculos em que eles dominaram a península.A FLIPORTO acontece de forma descentralizada, com programações literária, social, infantil e gastronômica. Este ano, a festa amplia o leque de opções para os participantes ao incluir um circuito turístico-cultural e um circuito de artes visuais, com exposições de artes plásticas e de fotografia. Quem estiver à distância, poderá acompanhar as discussões através de uma TV e Rádio ao vivo através da Internet.
Tudo dentro da perspectiva característica da FLIPORTO, que não vê a literatura como mero entretenimento, mas como fator educacional de formação humanística, de equilíbrio existencial por meio da imaginação, como parte arquetípica e ancestral da cultura, como princípio ético/estético a preencher o vazio e fortalecer no homem a coragem, a resistência, o gosto da beleza, a busca de si mesmo, a solidariedade e a alegria de, através do texto literário, comemorar o sonho e a magia de estar vivo, por entre a injustiça, o sofrimento e o absurdo.
Fonte: fliporto.net
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Cobertura Toritama

Cobertura de Toritama_A Capital do Jeans
Sábado, 22 de Novembro de 2008
Saída: 7hs (enfrente ao Colégio Liceu/Nóbrega)
Chegada: 19hs (enfrente ao Colégio Liceu/Nóbrega)
Rota da Moda e da Confecção
O pólo têxtil do Agreste está na base desta rota, que é uma das mais visitadas de Pernambuco. Impulsionadas pelo forte comércio de vestuário, Toritama, Taquaritinga do Norte e Santa Cruz do Capibaribe formam a rota.
Toritama, (170km do Recife), concentra o maior pólo de confecção de jeans do Estado. A “capital do Jeans”, como é conhecida, possui em torno de mil indústrias de confecções e emprega mais de 10 mil funcionários. Diariamente, milhares de pessoas passam pelo centro de confecções de Toritama, muitas vindas de estados vizinhos.
Em Taquaritinga do Norte, a força do município vem da produção de camisas e peças íntimas, que chamam a atenção pelos preços acessíveis, atrelados a uma boa qualidade de seus produtos. Além disso, o clima ameno e agradável, os hotéis-fazenda e a receptividade da população local atraem o turista para a cidade.
Santa Cruz do Capibaribe é a última cidade da Rota da Moda e da Confecção, mas é primeira quando falamos de economia. Os números do município são impressionantes devido ao forte sucesso da indústria têxtil. A cidade é hoje a segunda com a menor taxa de pobreza do Estado, perdendo apenas para o distrito de Fernando de Noronha.
Tamanho sucesso foi chamado de milagre da sulanca e pode ser representado pelos números do “Moda Center Santa Cruz” que possui uma área total de mais de 300 mil m², mais de 6 mil boxes de feira, mais de 500 lojas, uma área coberta de 80 mil m², praças de alimentação, setor bancário, posto de saúde, segurança e informação e uma área de estacionamento para mais de 3000 veículos. Essa mobilidade econômica serve para mostrar porque a cidade de Santa Cruz do Capibaribe é a que mais cresceu em Pernambuco nos últimos 10 anos, segundo dados do IBGE.
Aula_20 e 21 de Outubro
Aula_17 de Outubro
Aula de Rádio 1_ Turmas TL0 e TL9_Sala 507
Edição das matérias do Mercado São José
Distribuição do Texto A Pauta Jornalística
Definição dos Grupos para Cobertura de Toritama
Pauteiras
Flaíra Ferro
Lucina Marinho
Editores de Texto
Rômulo Guedes
Camila Moaraes
Editores Finais
Yuri Case
Milton Guimarães
Repórter/Produtor
Davi Barbosa/Thiago Gonçalves/
José Fernando/Rebeca Kramer
Fernanda Siqueira/Paulo Honorato
Rafaella Tavares/Gabriela Vasconcelos
Elizabeth Farias/Stefani Brizza
Edição das matérias do Mercado São José
Distribuição do Texto A Pauta Jornalística
Definição dos Grupos para Cobertura de Toritama
Cobertura de Toritama_Turma TL0
Eitores Finais
Vanessa Silva
Marina Andrade
Repórter/Produtor
Pammella Cavalcanti/Caio Tavares
Raiza Muniz/Raquel Cavalcanti
Kleber Nunes/Júlia Araújo
Fabíola Moura/Fernanda Alves
Rodrigo Galvão/Elaine Batista
Cobertura Toritama_Turma TL9
Vanessa Silva
Marina Andrade
Repórter/Produtor
Pammella Cavalcanti/Caio Tavares
Raiza Muniz/Raquel Cavalcanti
Kleber Nunes/Júlia Araújo
Fabíola Moura/Fernanda Alves
Rodrigo Galvão/Elaine Batista
Cobertura Toritama_Turma TL9
Pauteiras
Flaíra Ferro
Lucina Marinho
Editores de Texto
Rômulo Guedes
Camila Moaraes
Editores Finais
Yuri Case
Milton Guimarães
Repórter/Produtor
Davi Barbosa/Thiago Gonçalves/
José Fernando/Rebeca Kramer
Fernanda Siqueira/Paulo Honorato
Rafaella Tavares/Gabriela Vasconcelos
Elizabeth Farias/Stefani Brizza
Cobertura Olinda_Sítio Histórico_25 de Outubro

Aula_16 de Outubro
Aula_Turma Tl1_Sala 507
Edição matérias do Mercado de São José
Definição dos grupos de trabalho para cobertura Toritama


Cobertura Toritama- Turma TL1_22 de Novembro
Pauteiros
Maria Clara Albuquerque
Cristiane Condé
Editores de Textos
Raissa Nascimento
Izabela Alves
Editores Finais
Leonardo Trevas
Marcos Velloso
Repórter\Produtores
Mariana Ferraz/Sthéphanie Melo
Clara Lima\Maria Olivia
Cris Sobral\Mariana Borges
Gustavo Nascimento\ João Gabriel
Anyella Rocha\José Cavalcanti
Tercio Amaral\ Paulo Victor
Cobertura de Olinda_Turma TL1_25 de Outubro
Tercio Amaral/Clara Lima - Cachaçaria
Mariana Ferraz/Cristine Condé- Gastronomia
Mariana Borges/José Cavalcanti - Farol
Anyella Rocha/Gustavo Nascimento - Museu do Mamulengo
Maria Clara/Sthephanie Tavares- Moradores de Olinda
Maria Olívia/Cris Sobral - Mercado Eufrasio Barbosa
Edição matérias do Mercado de São José
Definição dos grupos de trabalho para cobertura Toritama


Cobertura Toritama- Turma TL1_22 de Novembro
Pauteiros
Maria Clara Albuquerque
Cristiane Condé
Editores de Textos
Raissa Nascimento
Izabela Alves
Editores Finais
Leonardo Trevas
Marcos Velloso
Repórter\Produtores
Mariana Ferraz/Sthéphanie Melo
Clara Lima\Maria Olivia
Cris Sobral\Mariana Borges
Gustavo Nascimento\ João Gabriel
Anyella Rocha\José Cavalcanti
Tercio Amaral\ Paulo Victor
Cobertura de Olinda_Turma TL1_25 de OutubroTercio Amaral/Clara Lima - Cachaçaria
Mariana Ferraz/Cristine Condé- Gastronomia
Mariana Borges/José Cavalcanti - Farol
Anyella Rocha/Gustavo Nascimento - Museu do Mamulengo
Maria Clara/Sthephanie Tavares- Moradores de Olinda
Maria Olívia/Cris Sobral - Mercado Eufrasio Barbosa
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Cobertura Olinda

Cobertura da cidade de Olinda_Sítio Histórico
Banco de Pautas
01 - Pau do ìndio (Bebida raiz)
02 - Farol de Olinda
03 - Cachaçaria
04 - Escola de Samba Preto Velho
05 - Macaxeira do Noca
06 - Budega do Véio - (Confraria)
07 - Básilica de São Bento (Canto Gregoriano/segundo mosteiro construído no Brasil)
08 - Igreja do Monte (Licor e Biscoitos)
09 - Mercado da Ribeira (Artesanato e Escravos)
10 - Mercado Eufrasio Barbosa (Diversidade/Música Latina/ Varadouro)
11 - Ateliers de Olinda (Rota Turística/Arte por todos os lados)
12 - Moradias de Olinda (Arquitetura)
13 - Moradores de Olinda (Perfil)
14 - Banda Marcial (Próoximo aos 4 Cantos)
15 - Troça Carnavalesca Homem da Meia Noite (Escola)
16 - Segurança no Sítio Histórico
17 - Tapioqueiras
18 - Museu do Mamulengo (Espaço Tiridá/ Bonecos do Mestre Salú)
19 - Projeto Elevador Panorâmico (antiga Caixa D`Água/alto da Sé)
20 - Sinalização do Sítio Histórico

21 - Academia Santa Gertrudes (Ladeira da Sé)
22 - Nomes de Ruas e Becos (pitoresco)
23 - Conservação do Patrimônio Histórico (Escola)
24 - Arquivo Público (Foral)
25 - Artesanato (pequenos empresários)
26 - turismo no Sítio Histórico (roteiro/guias/hotéis/Albuergues/Infraestrutura)
27 - Silvio Botelho (bonequeiro de Olinda
28 - Moda em Olinda
29 - Faculdade de Direito (um dos primeiros cursos do Brasil)
30 - Gastronomia (Bares e Restaurantes)
31- Os Mirantes de Olinda - (Alto da Sé, Ribeira, Misericórdia, Nossa Senhora da Graça e Seminário de Olinda)
32 - Casa do Turista (Quatro Cantos)
Banco de Pautas

01 - Pau do ìndio (Bebida raiz)
02 - Farol de Olinda
03 - Cachaçaria
04 - Escola de Samba Preto Velho
05 - Macaxeira do Noca
06 - Budega do Véio - (Confraria)
07 - Básilica de São Bento (Canto Gregoriano/segundo mosteiro construído no Brasil)
08 - Igreja do Monte (Licor e Biscoitos)
09 - Mercado da Ribeira (Artesanato e Escravos)
10 - Mercado Eufrasio Barbosa (Diversidade/Música Latina/ Varadouro)
11 - Ateliers de Olinda (Rota Turística/Arte por todos os lados)

12 - Moradias de Olinda (Arquitetura)
13 - Moradores de Olinda (Perfil)
14 - Banda Marcial (Próoximo aos 4 Cantos)
15 - Troça Carnavalesca Homem da Meia Noite (Escola)
16 - Segurança no Sítio Histórico
17 - Tapioqueiras
18 - Museu do Mamulengo (Espaço Tiridá/ Bonecos do Mestre Salú)
19 - Projeto Elevador Panorâmico (antiga Caixa D`Água/alto da Sé)
20 - Sinalização do Sítio Histórico

21 - Academia Santa Gertrudes (Ladeira da Sé)
22 - Nomes de Ruas e Becos (pitoresco)
23 - Conservação do Patrimônio Histórico (Escola)
24 - Arquivo Público (Foral)
25 - Artesanato (pequenos empresários)
26 - turismo no Sítio Histórico (roteiro/guias/hotéis/Albuergues/Infraestrutura)
27 - Silvio Botelho (bonequeiro de Olinda
28 - Moda em Olinda
29 - Faculdade de Direito (um dos primeiros cursos do Brasil)
30 - Gastronomia (Bares e Restaurantes)
31- Os Mirantes de Olinda - (Alto da Sé, Ribeira, Misericórdia, Nossa Senhora da Graça e Seminário de Olinda)
32 - Casa do Turista (Quatro Cantos)
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
02 a 03 de Outubro

Prova Escrita_Sala 507_2ª Parte
Critérios de Avaliação
Conteúdo Informativo - Apuração correta e detalhada das informações
Organização de Idéias _ distribuição das Informações com coesão e coerência
Ortografia - Escrever adequadamente e de forma correta
Formato: 2 questões
Avaliação: de Zero a Cinco pontos
Critérios de Avaliação
Conteúdo Informativo - Apuração correta e detalhada das informações
Organização de Idéias _ distribuição das Informações com coesão e coerência
Ortografia - Escrever adequadamente e de forma correta
Formato: 2 questões
Avaliação: de Zero a Cinco pontos
25 e 26 de Setembro

Prova Escrita_Sala 507_1ª Parte
Critérios de Avaliação
Conteúdo Informativo - Apuração correta e detalhada das informações
Organização de Idéias _ distribuição das Informações com coesão e coerência
Ortografia - Escrever adequadamente e de forma correta
Formato: 2 questões
Avaliação: de Zero a Cinco pontos
Critérios de Avaliação
Conteúdo Informativo - Apuração correta e detalhada das informações
Organização de Idéias _ distribuição das Informações com coesão e coerência
Ortografia - Escrever adequadamente e de forma correta
Formato: 2 questões
Avaliação: de Zero a Cinco pontos
29 e 30 de Setembro
Prova_Análise de Conversação
Aula_Debate: Baixaria na TV
Pesquisa
"A TV ganhou mais uma data, mas, dessa vez, não é comemorativa. A Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados criou na semana passada o Dia Nacional Contra a Baixaria na TV, que será em 17 de outubro. A idéia foi promovida pela campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania - que defende a qualidade da programação na TV - presidida pelo deputado Orlando Fantazzini (PT-SP).
A campanha propõe que na referida data a população se mobilize contra os programas e as redes que não respeitam os direitos humanos. O mote do dia será ‘Faça uma Ação contra a Baixaria na TV’. Entre as ações sugeridas para a data está o pedido para que a população desligue a TV por um tempo, em horário predeterminado.
A faixa deverá somar entre 30 minutos e 1 hora, dentro da faixa nobre, e não em um horário marginalizado.
Na Itália existe algo similar, com data anual em que a população é convidada a desligar a TV, também em protesto à qualidade do veículo. A julgar pela má qualidade atual da TV italiana, pode ser que a iniciativa não tenha a eficiência esperada, mas nem por isso a ação é desprezível.
Além de desligar a TV no Dia Contra a Baixaria, a campanha vai propor uma série de debates sobre o tema em centros culturais, cultos e congregações religiosas interessadas em discutir o assunto.
Fantazzini também pretende pedir à população para que congestionem os serviços de 0800, ouvidorias públicas, rede de TV e rádio com reclamações sobre a falta de respeito aos direitos humanos na TV.
O deputado está se reunindo com representantes de movimentos e entidades ligadas aos direitos humanos de todo o País para definir uma estratégia de ação e divulgação da data. Entidades ligadas à campanha vão ajudar na divulgação das ações e distribuir o CD com os spots dos anúncios da data em emissoras regionais de rádio e TV .
No último ranking da baixaria - que reúne os programas que mais recebem queixas do público - novelas como Celebridade, da Globo e programas policiais como Cidade Alerta apareciam entre os mais votados."
Fonte: Daniel Castro_Estado de São Paulo
"Governo vai negociar pacto antibaixaria", copyright Folha de S. Paulo, 30/06/04
"O Ministério da Justiça e a Procuradoria Geral da República (PGR) decidiram na semana passada negociar com as emissoras um pacto antibaixaria na TV.
Segundo José Eduardo Elias Romão, diretor de classificação indicativa do Ministério da Justiça, a iniciativa partiu da PGR. A partir de agosto, os dois órgãos irão propor às redes a assinatura de um ‘termo de compromisso’, em que as TVs se obrigarão a ter ‘civilidade’ na programação.
Na negociação, ministério e PGR discutirão com as TVs conteúdos que consideram inadequados em programas infantis e de auditório, telejornais policiais, ‘reality shows’ e novelas.
De acordo com Romão, o termo de compromisso não imporá multas, não será um código de ética nem uma tentativa de auto-regulamentação _o que o governo FHC tentou, sem sucesso.
O ministério e a PGR têm um grande trunfo para impor um acordo às TVs. ‘Há uma avaliação de que pode haver um grande número de ações judiciais contra as emissoras’, afirma Romão.
Sem o pacto, o governo ameaça encaminhar à PGR todos os excessos detectados pelo Ministério da Justiça em seu monitoramento da programação, assim como as reclamações feitas por telespectadores à campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania. A PGR transformaria as denúncias em ações civis. Com o pacto, em tese isso não ocorreria.
OUTRO CANAL
Política 1 SBT, Record, Band e Rede TV! encaminharam anteontem à Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV) uma representação conjunta pedindo a convocação de uma assembléia geral, antes de agosto, para mudar o estatuto da entidade.
Política 2 As quatro exigem que a Abert tenha uma estrutura só para TV (separada da de rádio), representada pelas cinco redes (as quatro mais a Globo) e por duas afiliadas de cada uma delas. O documento critica a ‘força monopolista’ da Globo na Abert. Se a mudança ocorrer, as quatro podem voltar a fazer parte da entidade.
Sem apelo Foi João Roberto Marinho, e não Roberto Irineu Marinho, da Globo, quem se reuniu com Silvio Santos, no SBT, há duas semanas. Segundo a assessoria da Globo, o único assunto tratado no encontro foi a (esvaziada) Abert.
Foi bem O primeiro capítulo de ‘Senhora do Destino’ emplacou média de 51 pontos na Grande São Paulo, com picos de 57, segundo dados preliminares do Ibope. Foi a melhor marca de uma estréia de novela das oito desde 2000. ‘Celebridade’ começou com 50. Vivo Hugo Carvana, o Lineu de ‘Celebridade’, será a grande atração da Globo para a abertura de exposição de fotos da emissora hoje, às 20h, no ParkShopping, emBrasília."
TVs COM BLOQUEADOR
Fonte: Lisandra Paraguassú
"Televisores terão bloqueio de programas até outubro de 2006", copyright O Estado de S. Paulo, 1/07/04
"Até outubro de 2006 todos os televisores fabricados e vendidos no Brasil precisarão ter um dispositivo eletrônico que permite o bloqueio prévio de programas. Medida provisória publicada ontem no Diário Oficial regulamenta a lei que criou a obrigatoriedade do dispositivo, aprovada em 2001.
Ela previa um prazo de dois anos para entrar em vigor. No ano passado, foi prorrogado por mais dois. A MP determina que a data final será ainda definida, mas não poderá passar de outubro de 2006. As empresas que até lá não tiverem se adequado à lei pagarão multas de 30% do valor de cada aparelho vendido.
As emissoras de TV também terão de fazer mudanças, já que a lei prevê a divulgação antecipada da programação e das restrições etárias para cada programa. O Ministério da Justiça fará a classificação por idade e, já a partir de agora, poderá cobrar das emissoras que divulguem os dados."
DESELEGÂNCIA NA TV
Fonte: Daniel Piza
"Senso de elegância", copyright O Estado de S. Paulo, 4/07/04
"A deselegância está na moda. Programas de auditório na TV, pessoas que fazem cirurgias para ficar iguais a celebridades, mal-educados no trânsito, caipiras em Brasília, cantoras que mostram mais o bumbum que a voz, épicos de Hollywood, torcidas de futebol, adolescentes vestidos como rappers, George Bush vs Michael Moore... O tempo todo esbarramos com a deselegância, com a ausência de gosto, com a grosseria tentacular destes tempos de mídia e mediocridade. Mas não se trata apenas das aparências. A elegância que mais faz falta é a interior, a mental, a que veste uma visão equilibrada de mundo.
Costuma-se menosprezar a elegância como um atributo de superfície, como se fosse apenas uma forma de disfarçar ou dourar o que se tem a dizer. Não é nada disso. A elegância é o reconhecimento de que há potenciais campos de consenso entre os seres humanos e, logo, a forma de buscá-los - nem que seja para descartá-los - tem de ser transparente, proporcional, perspectiva. Elegância é manter a sobriedade sem cair na frieza, é aceitar a complexidade da realidade mas não se conformar com a pequenez, é ser claro para resistir tantos aos eufemismos como às hipérboles. É a arte de dizer muito em pouco, de adensar sem adornar, de simplificar para não banalizar. É ser incisivo sem ser inconseqüente. É não pendurar no pescoço um cartaz que diz ‘Olha como sou fashion!’, mas também não é ser tão discreto que se fala sozinho.
Para viver num mundo e especialmente num país tão deselegante, não se faz necessário buscar longe os exemplos de elegância. O canto de João Gilberto, a obra de Chico Buarque e sua relação com a fama, a prosa de Milton Hatoum, a poesia de Fabrício Carpinejar, as atuações de Fernanda Montenegro ou Cláudia Abreu, o futebol de Pelé, a câmera de Luiz Fernando Carvalho, a fotografia de Cristiano Mascaro, o violão de Yamandú Costa, a arquitetura de Isay Weinfeld - são todos artistas que vão a fundo justamente por não se deixar contaminar pelos sentimentos da hora nem se embriagar com seus próprios recursos. O elegante é, acima de tudo, um independente.
Rodapé O quarto livro da série de Elio Gaspari sobre o regime militar, chamado A Ditadura Encurralada, mantém o nível dos anteriores: a narrativa prende a atenção (embora haja mais transcrições e menos fatos), os lugares-comuns sobre o período são derrubados, a visão sobre episódios e pessoas é agudíssima. O primeiro livro valeu pelo clima da época janguista e o esclarecimento sobre a ascensão da linha-dura, movida pelo medo da anarquia interna; o segundo, pelos capítulos sobre os massacres das guerrilhas; e o terceiro, pela descrição das ambivalências da dupla Geisel-Golbery.
Nada melhor como contraponto para os primeiros capítulos da nova novela global, Senhora do Destino. O quarto mostra como a ditadura, em menos de dez anos, não soube converter seu relativo sucesso econômico e popular em projeto político; e como Geisel fez a abertura para a democracia sem ser exatamente um democrata (odiava a idéia de eleições diretas e por isso fechou o Congresso) e, especialmente depois da morte de Herzog, desmantelou a tortura oficial sem ser exatamente um humanista (tinha mais medo da radicalização anticomunista dos próprios militares). Só mesmo uma pessoa com a ironia de Gaspari para captar a ironia dessa história.
Baixaria Na TV_ Programa
Aula_Debate: Baixaria na TV
Pesquisa
"A TV ganhou mais uma data, mas, dessa vez, não é comemorativa. A Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados criou na semana passada o Dia Nacional Contra a Baixaria na TV, que será em 17 de outubro. A idéia foi promovida pela campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania - que defende a qualidade da programação na TV - presidida pelo deputado Orlando Fantazzini (PT-SP).
A campanha propõe que na referida data a população se mobilize contra os programas e as redes que não respeitam os direitos humanos. O mote do dia será ‘Faça uma Ação contra a Baixaria na TV’. Entre as ações sugeridas para a data está o pedido para que a população desligue a TV por um tempo, em horário predeterminado.
A faixa deverá somar entre 30 minutos e 1 hora, dentro da faixa nobre, e não em um horário marginalizado.
Na Itália existe algo similar, com data anual em que a população é convidada a desligar a TV, também em protesto à qualidade do veículo. A julgar pela má qualidade atual da TV italiana, pode ser que a iniciativa não tenha a eficiência esperada, mas nem por isso a ação é desprezível.
Além de desligar a TV no Dia Contra a Baixaria, a campanha vai propor uma série de debates sobre o tema em centros culturais, cultos e congregações religiosas interessadas em discutir o assunto.
Fantazzini também pretende pedir à população para que congestionem os serviços de 0800, ouvidorias públicas, rede de TV e rádio com reclamações sobre a falta de respeito aos direitos humanos na TV.
O deputado está se reunindo com representantes de movimentos e entidades ligadas aos direitos humanos de todo o País para definir uma estratégia de ação e divulgação da data. Entidades ligadas à campanha vão ajudar na divulgação das ações e distribuir o CD com os spots dos anúncios da data em emissoras regionais de rádio e TV .
No último ranking da baixaria - que reúne os programas que mais recebem queixas do público - novelas como Celebridade, da Globo e programas policiais como Cidade Alerta apareciam entre os mais votados."
Fonte: Daniel Castro_Estado de São Paulo
"Governo vai negociar pacto antibaixaria", copyright Folha de S. Paulo, 30/06/04
"O Ministério da Justiça e a Procuradoria Geral da República (PGR) decidiram na semana passada negociar com as emissoras um pacto antibaixaria na TV.
Segundo José Eduardo Elias Romão, diretor de classificação indicativa do Ministério da Justiça, a iniciativa partiu da PGR. A partir de agosto, os dois órgãos irão propor às redes a assinatura de um ‘termo de compromisso’, em que as TVs se obrigarão a ter ‘civilidade’ na programação.
Na negociação, ministério e PGR discutirão com as TVs conteúdos que consideram inadequados em programas infantis e de auditório, telejornais policiais, ‘reality shows’ e novelas.
De acordo com Romão, o termo de compromisso não imporá multas, não será um código de ética nem uma tentativa de auto-regulamentação _o que o governo FHC tentou, sem sucesso.
O ministério e a PGR têm um grande trunfo para impor um acordo às TVs. ‘Há uma avaliação de que pode haver um grande número de ações judiciais contra as emissoras’, afirma Romão.
Sem o pacto, o governo ameaça encaminhar à PGR todos os excessos detectados pelo Ministério da Justiça em seu monitoramento da programação, assim como as reclamações feitas por telespectadores à campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania. A PGR transformaria as denúncias em ações civis. Com o pacto, em tese isso não ocorreria.
OUTRO CANAL
Política 1 SBT, Record, Band e Rede TV! encaminharam anteontem à Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV) uma representação conjunta pedindo a convocação de uma assembléia geral, antes de agosto, para mudar o estatuto da entidade.
Política 2 As quatro exigem que a Abert tenha uma estrutura só para TV (separada da de rádio), representada pelas cinco redes (as quatro mais a Globo) e por duas afiliadas de cada uma delas. O documento critica a ‘força monopolista’ da Globo na Abert. Se a mudança ocorrer, as quatro podem voltar a fazer parte da entidade.
Sem apelo Foi João Roberto Marinho, e não Roberto Irineu Marinho, da Globo, quem se reuniu com Silvio Santos, no SBT, há duas semanas. Segundo a assessoria da Globo, o único assunto tratado no encontro foi a (esvaziada) Abert.
Foi bem O primeiro capítulo de ‘Senhora do Destino’ emplacou média de 51 pontos na Grande São Paulo, com picos de 57, segundo dados preliminares do Ibope. Foi a melhor marca de uma estréia de novela das oito desde 2000. ‘Celebridade’ começou com 50. Vivo Hugo Carvana, o Lineu de ‘Celebridade’, será a grande atração da Globo para a abertura de exposição de fotos da emissora hoje, às 20h, no ParkShopping, emBrasília."
TVs COM BLOQUEADOR
Fonte: Lisandra Paraguassú
"Televisores terão bloqueio de programas até outubro de 2006", copyright O Estado de S. Paulo, 1/07/04
"Até outubro de 2006 todos os televisores fabricados e vendidos no Brasil precisarão ter um dispositivo eletrônico que permite o bloqueio prévio de programas. Medida provisória publicada ontem no Diário Oficial regulamenta a lei que criou a obrigatoriedade do dispositivo, aprovada em 2001.
Ela previa um prazo de dois anos para entrar em vigor. No ano passado, foi prorrogado por mais dois. A MP determina que a data final será ainda definida, mas não poderá passar de outubro de 2006. As empresas que até lá não tiverem se adequado à lei pagarão multas de 30% do valor de cada aparelho vendido.
As emissoras de TV também terão de fazer mudanças, já que a lei prevê a divulgação antecipada da programação e das restrições etárias para cada programa. O Ministério da Justiça fará a classificação por idade e, já a partir de agora, poderá cobrar das emissoras que divulguem os dados."
DESELEGÂNCIA NA TV
Fonte: Daniel Piza
"Senso de elegância", copyright O Estado de S. Paulo, 4/07/04
"A deselegância está na moda. Programas de auditório na TV, pessoas que fazem cirurgias para ficar iguais a celebridades, mal-educados no trânsito, caipiras em Brasília, cantoras que mostram mais o bumbum que a voz, épicos de Hollywood, torcidas de futebol, adolescentes vestidos como rappers, George Bush vs Michael Moore... O tempo todo esbarramos com a deselegância, com a ausência de gosto, com a grosseria tentacular destes tempos de mídia e mediocridade. Mas não se trata apenas das aparências. A elegância que mais faz falta é a interior, a mental, a que veste uma visão equilibrada de mundo.
Costuma-se menosprezar a elegância como um atributo de superfície, como se fosse apenas uma forma de disfarçar ou dourar o que se tem a dizer. Não é nada disso. A elegância é o reconhecimento de que há potenciais campos de consenso entre os seres humanos e, logo, a forma de buscá-los - nem que seja para descartá-los - tem de ser transparente, proporcional, perspectiva. Elegância é manter a sobriedade sem cair na frieza, é aceitar a complexidade da realidade mas não se conformar com a pequenez, é ser claro para resistir tantos aos eufemismos como às hipérboles. É a arte de dizer muito em pouco, de adensar sem adornar, de simplificar para não banalizar. É ser incisivo sem ser inconseqüente. É não pendurar no pescoço um cartaz que diz ‘Olha como sou fashion!’, mas também não é ser tão discreto que se fala sozinho.
Para viver num mundo e especialmente num país tão deselegante, não se faz necessário buscar longe os exemplos de elegância. O canto de João Gilberto, a obra de Chico Buarque e sua relação com a fama, a prosa de Milton Hatoum, a poesia de Fabrício Carpinejar, as atuações de Fernanda Montenegro ou Cláudia Abreu, o futebol de Pelé, a câmera de Luiz Fernando Carvalho, a fotografia de Cristiano Mascaro, o violão de Yamandú Costa, a arquitetura de Isay Weinfeld - são todos artistas que vão a fundo justamente por não se deixar contaminar pelos sentimentos da hora nem se embriagar com seus próprios recursos. O elegante é, acima de tudo, um independente.
Rodapé O quarto livro da série de Elio Gaspari sobre o regime militar, chamado A Ditadura Encurralada, mantém o nível dos anteriores: a narrativa prende a atenção (embora haja mais transcrições e menos fatos), os lugares-comuns sobre o período são derrubados, a visão sobre episódios e pessoas é agudíssima. O primeiro livro valeu pelo clima da época janguista e o esclarecimento sobre a ascensão da linha-dura, movida pelo medo da anarquia interna; o segundo, pelos capítulos sobre os massacres das guerrilhas; e o terceiro, pela descrição das ambivalências da dupla Geisel-Golbery.
Nada melhor como contraponto para os primeiros capítulos da nova novela global, Senhora do Destino. O quarto mostra como a ditadura, em menos de dez anos, não soube converter seu relativo sucesso econômico e popular em projeto político; e como Geisel fez a abertura para a democracia sem ser exatamente um democrata (odiava a idéia de eleições diretas e por isso fechou o Congresso) e, especialmente depois da morte de Herzog, desmantelou a tortura oficial sem ser exatamente um humanista (tinha mais medo da radicalização anticomunista dos próprios militares). Só mesmo uma pessoa com a ironia de Gaspari para captar a ironia dessa história.
Baixaria Na TV_ Programa
22 e 23 de Setembro

Aula_Debate_Sala 505_Estúdio_Análise de Conversação
Debate: Política
A invenção da Politica
Por que gregos e romanos não dispunham de modelos prévios que pudessem seguir, tiveram que inventar a sua propria maneira de lidar com os conflitos e as divisões sociais. A politica foi inventada quando surgiu a figura do poder público, ela surge por meio da invenção do direito e da lei, isto é, as instituições dos tribunais e da criação de instituições públicas de deliberação e decisão, isto é, as assembléias no caso dos gregos, o senado no caso dos romanos. Esse surgimento só foi possível porque o poder politico nasceu graças ao momento em que o poder é separado de três autoridades tradicionais que anteriormente definiam o exercício do poder.
A Política nasceu por tanto, quando a esfera privada da econômia, a esfera da guerra, a esfera do sagrado ou do saber foram separados e o poder deixou de identificar-se como o corpo mistico do governante, o pai, o comandate, sacerdote, representante humano, de poderes divinos transcedentes.
A Grécia inventou a democracia, em qualquer das cidades gregas, todos homens adultos, nascidos na polis, eram cidadãos, dotados de isonomia (igualdade perante à lei), isegoria (igualdade perante a palavra), ou seja, todo cidadão tinha direito de exprimir suas ideias na assembléia, vê-la discutida e votada.
Roma inventou a república, a república ou coisa pública e era oligárquica:os membros das familias, eram cidadãos, isto é, membros do senado, das magistraturas, comandates militares. A peble, se representava pelo tribuno da plebe.
Fonte: Maria Del Mar Alejo Campos
Bezerra da Silva_Candidato CaÔ Caô
18 e 19 de Setembro
Aula_15 e 16 de Setembro
Aula_Sala 505_Estúdio_Análise de ConversaçãoTurmas: TL1_Segunda-Feira
TL0 e TL9_Terça-Feira
Debate_Estúdio: Violência
Pesquisa
O Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo. O índice de assaltos, seqüestros, extermínios, violência doméstica e contra a mulher é muito alto e contribui para tal consideração. Suas causas são sempre as mesmas: miséria, pobreza, má distribuição de renda, desemprego e desejo de vingança. A repressão usada pela polícia para combater a violência gera conflitos e insegurança na população que nutrida pela corrupção das autoridades não sabe em quem confiar e decide se defender a próprio punho, perdendo seu referencial de segurança e sua expectativa de vida. O governo, por sua vez, concentra o poder nas mãos de poucos, deixando de lado as instituições que representam o povo. A estrutura governamental torna a violência necessária, em alguns aspectos, para a manutenção da desigualdade social. Não se sabe ao certo onde a violência se concentra, pois se são presos sofrem torturas, maus tratos, descasos, perseguições e opressões fazendo que tenham dentro de si um desejo maior e exagerado de vingança. Se a violência se concentra fora dos presídios, é necessário que haja um planejamento de forma que se utilize uma equipe específica que não é regida pela força, autoridade exagerada e violenta. Medidas precisam ser tomadas para diminuir tais fatos, mas é preciso que se atente para a estrutura que vem sendo montada para decidir o futuro das cidades brasileiras. Não é necessário um cenário de guerra com armas pesadas no centro das cidades, mas de pessoal capacitado para combater a violência e os seus causadores. Um importante passo seria cortar a liberdade excessiva que hoje rege o país, aplicar punições mais severas aos que infringirem as regras e diminuir a exploração econômica.
Fonte: Gabriela Cabral_ Equipe Brasil Escola
Paralamas do Sucesso_Música Calibre
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Aulas_12 e 13 de Setembro

Cobertura do Mercado de São João_Turmas TL9, TL1 e TLO_ dia 20 de Setembro

Sugestões de Pauta:
História
Artesanato
Moda
Religião
Turismo
Dr. de Raiz
Economia
Boxes - De Pai para Filho
Livro
Arte
Cordel
Gastronomia
Arquitetura
Personagens Populares
Básica da Penha
Lojas Vuco_Vuco
Turismo
Coordenação
Vlaudimir
Tais Paranhos
Ádria
Laiziane
TL1
Gustavo Delfino (repórter)
Annyella Rocha (produtora)
João Gabriel Brito (repórter)
Maria Clara Albuquerque (produtora)
Mariana Ferraz (repórter)
Cristiane Condé (produtor)
Leonardo Trevas (repórter)
Raíssa Nascimento (produtora)
Maria Olivia (repórter)
Crisluce (produtora)
José Cavalcanti (repórter)
Mariana Borges (produtora)
Stephanie Melo (repórter)
Marcos (produtor)
Izabella Alves (repórter)
Paulo Victor (produtor)
Clara (repórter)
Tércio Amaral (produtor)
TL9
David Barbosa (repórter)
Luciana Marinho (produtora)
Felipe (repórter)
Rômulo (produtor)
Stefani Brizza (repórter)
Fernanda Pessoa (produtora)
Flaíra Ferro (repórter)
Milton Couto (produtor)
Paulo (repórter)
Yuri (produtor)
Elizabeth (repórter)
Gabriela Vasconcelos (produtora)
Rebeca Kramer (repórter)
Antônio Thiago (produtor)
José Ferando (repórter)
Rafaella Tavares (produtora)
Camila Moraes (repórter)
Fabiana (produtora)
TL0
Priscila (repórter)
Júlia (produtora)
Amanda (repórter)
Caio (repórter)
Elaine (repórter)
Raquel (produtora)
Fabiola (repórter)
Liz (produtora)
Pámela (repórter)
Vanessa (produtora)
Raiza (repórter)
Maria Paula (produtora)
Rodrigo (repórter)
Cecília (produtora)
Kleber (repórter)
Marina (produtora)
Fernanda (repórter)
OBS: papel do produtor - dar assistência ao repórter, procurando os entrevistados, analisanda os textos e ajudando na edição
Rádio_Meio
Rádio: o melhor meio de comunicação
Vamos mostrar 14 razões, sem contestação, de que o meio Rádio está superando a TV
1. O rádio está junto ao consumidor na hora da compra
Segundo pesquisa Marplan, o rádio é o veículo que está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra. Ou seja, não importa o que ele viu na TV na noite anterior porque quem decide a compra é o rádio, com o comercial que ele ouviu antes de ir para o comércio.
2. As pessoas passam mais tempo ouvindo o rádio.
Para convencer o consumidor o comercial tem que ser ouvido várias vezes ao dia e o rádio é o veículo que ele mais ouve, em média 3 horas e 45 minutos por dia. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens), principalmente se a sua mensagem estiver em forma de jingle.
3. O rádio é imbatível durante o horário comercial.
O rádio tem o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. Note que o rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem quer efetuar uma venda. A TV só tem boa audiência à noite, quando o comércio está fechado e o cliente, em casa.
4. Consumidor passa 17% mais tempo com o rádio que a TV (e na hora certa).
Pesquisa do Ibope confirma que as pessoas que fazem compras passam 17% mais tempo ouvindo o rádio que vendo a televisão, o que dá a seu comercial 17% mais chance de ser absorvido, que o comercial da TV. E no rádio o consumidor não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela propaganda - ele pode estar na cozinha fazendo uma boquinha, como é costume dos televisivos e mesmo assim sua mensagem vai atingi-lo.
5. O rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência.
Segundo pesquisa do Ibope, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade, em 15 dias. Observe na tabela abaixo o alcance do rádio e o perfil de consumidor encontrado pelo Ibope em cada ramo:
93% dos consumidores de refrigerante tipo cola, atingidos em 15 dias.
91% dos consumidores de outro refrigerante (idade de 15 a 24 anos).
91% de cerveja (homens entre 25 e 45 anos).
88% de vinho (faixa entre 35 e 45 anos).
97% de móveis (predomínio de mulheres entre 25 e 39 anos).
90% viagens nacionais (idade entre 20 e 40 anos).
94% lanchonete (público de 15 a 39 anos).
94% restaurante (entre 25 e 45 anos).
93% autopeças (homens entre 25 e 39 anos).
99% motoristas, que passam mais de 10 horas/dia no volante.
6. O rádio chega onde a TV não vai.
O rádio é o único veículo que atinge o consumidor em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro, a caminho do trabalho, no restaurante ou na lanchonete, na praia , na fazenda, no cooper e na bicicleta com o walkman (possuído por 51% da população), ao lado, enquanto navega na Internet. Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, enorme e pronto para receber sua mensagem.
7. O rádio está em 99% das casas, contra 75% da TV.
Além desta vantagem nas casas, o rádio está em 83% dos carros contra 1% da TV, e mais da metade da população acorda com o rádio-relógio.
8. O rádio atinge o consumidor que tem antena parabólica.
Quem tem antena parabólica assiste seu canal preferido direto da rede sem ver os comerciais da emissora local. Some a isto a concorrência das vídeo-locadoras e o "efeito zapping", que comprova que as pessoas mudam de canal durante os comerciais, por causa da facilidade do controle remoto. Em compensação, esse público pode ser atingido através do rádio FM, ouvido por 99% dos donos de parabólica. Você ainda ganha o bônus de atingir o consumidor de vídeo no carro, na ida e na volta da locadora.
9. O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da TV só três.
O rádio é imbatível das 6 horas da manhã até às 19 horas; a TV alcança seu pico entre 19 e 22 horas. São quatro vezes mais eficiência a favor do rádio, uma das razões do grande crescimento do veículo nos últimos anos. E com um custo 15 vezes menor.
10. Só o rádio acompanha o consumidor no verão.
No verão as pessoas tendem a sair mais de casa durante a noite, o que esvazia o horário nobre da TV e aumenta bastante a audiência do rádio neste horário. Só ele pode ir com o consumidor para os bares, as praças, a beira da praia... É um veiculo especializado em acompanhar o consumidor onde ele for, marcando presença nos melhores momentos da vida do seu cliente.
11. O rádio é o veículo de maior credibilidade.
Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja Católica, 7 posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais e isto se reflete também na credibilidade de sua propaganda, aceita com mais facilidade.
12. Uma produção de alto nível no rádio custa 95% menos.
Você pode usar 10 helicópteros, vinte carros de Fórmula 1, uma fábrica inteira e milhares de pessoas em um comercial de rádio gastando quase nada e em prazo recorde. Isto porque o rádio usa a imaginação do consumidor, ao invés de usar o seu bolso. Tente fazer a mesma cena na televisão e ela se transforma em uma superprodução de alguns milhares de dólares e meses de filmagem. Além disso, quando você mostra uma "bela mulher" na TV, ela pode ou não agradar o consumidor. Mas se você diz a ele, no rádio, que ali está uma "bela mulher", ele imagina a mulher de seus sonhos.
13. Seu comercial de rádio pode mudar em menos de uma hora. Na TV...
Um bom comercial de rádio pode ser produzido e estar no ar em menos de uma hora, enquanto na TV requer mais de um dia e a boa vontade da emissora. Não é á toa que vemos tantos comerciais "de Natal" sendo veiculados na TV após 25 de dezembro, coisa que não acontece no rádio porque nele o comercial já mudou na madrugada do dia 26.
14. Anunciar em rádio custa 15 vezes menos que na TV.
Fonte:Autor: Marcel Leal, Diretor da Rádio Morena FM de Itabuna, Bahia.
Vamos mostrar 14 razões, sem contestação, de que o meio Rádio está superando a TV
1. O rádio está junto ao consumidor na hora da compra
Segundo pesquisa Marplan, o rádio é o veículo que está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra. Ou seja, não importa o que ele viu na TV na noite anterior porque quem decide a compra é o rádio, com o comercial que ele ouviu antes de ir para o comércio.
2. As pessoas passam mais tempo ouvindo o rádio.
Para convencer o consumidor o comercial tem que ser ouvido várias vezes ao dia e o rádio é o veículo que ele mais ouve, em média 3 horas e 45 minutos por dia. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens), principalmente se a sua mensagem estiver em forma de jingle.
3. O rádio é imbatível durante o horário comercial.
O rádio tem o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. Note que o rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem quer efetuar uma venda. A TV só tem boa audiência à noite, quando o comércio está fechado e o cliente, em casa.
4. Consumidor passa 17% mais tempo com o rádio que a TV (e na hora certa).
Pesquisa do Ibope confirma que as pessoas que fazem compras passam 17% mais tempo ouvindo o rádio que vendo a televisão, o que dá a seu comercial 17% mais chance de ser absorvido, que o comercial da TV. E no rádio o consumidor não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela propaganda - ele pode estar na cozinha fazendo uma boquinha, como é costume dos televisivos e mesmo assim sua mensagem vai atingi-lo.
5. O rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência.
Segundo pesquisa do Ibope, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade, em 15 dias. Observe na tabela abaixo o alcance do rádio e o perfil de consumidor encontrado pelo Ibope em cada ramo:
93% dos consumidores de refrigerante tipo cola, atingidos em 15 dias.
91% dos consumidores de outro refrigerante (idade de 15 a 24 anos).
91% de cerveja (homens entre 25 e 45 anos).
88% de vinho (faixa entre 35 e 45 anos).
97% de móveis (predomínio de mulheres entre 25 e 39 anos).
90% viagens nacionais (idade entre 20 e 40 anos).
94% lanchonete (público de 15 a 39 anos).
94% restaurante (entre 25 e 45 anos).
93% autopeças (homens entre 25 e 39 anos).
99% motoristas, que passam mais de 10 horas/dia no volante.
6. O rádio chega onde a TV não vai.
O rádio é o único veículo que atinge o consumidor em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro, a caminho do trabalho, no restaurante ou na lanchonete, na praia , na fazenda, no cooper e na bicicleta com o walkman (possuído por 51% da população), ao lado, enquanto navega na Internet. Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, enorme e pronto para receber sua mensagem.
7. O rádio está em 99% das casas, contra 75% da TV.
Além desta vantagem nas casas, o rádio está em 83% dos carros contra 1% da TV, e mais da metade da população acorda com o rádio-relógio.
8. O rádio atinge o consumidor que tem antena parabólica.
Quem tem antena parabólica assiste seu canal preferido direto da rede sem ver os comerciais da emissora local. Some a isto a concorrência das vídeo-locadoras e o "efeito zapping", que comprova que as pessoas mudam de canal durante os comerciais, por causa da facilidade do controle remoto. Em compensação, esse público pode ser atingido através do rádio FM, ouvido por 99% dos donos de parabólica. Você ainda ganha o bônus de atingir o consumidor de vídeo no carro, na ida e na volta da locadora.
9. O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da TV só três.
O rádio é imbatível das 6 horas da manhã até às 19 horas; a TV alcança seu pico entre 19 e 22 horas. São quatro vezes mais eficiência a favor do rádio, uma das razões do grande crescimento do veículo nos últimos anos. E com um custo 15 vezes menor.
10. Só o rádio acompanha o consumidor no verão.
No verão as pessoas tendem a sair mais de casa durante a noite, o que esvazia o horário nobre da TV e aumenta bastante a audiência do rádio neste horário. Só ele pode ir com o consumidor para os bares, as praças, a beira da praia... É um veiculo especializado em acompanhar o consumidor onde ele for, marcando presença nos melhores momentos da vida do seu cliente.
11. O rádio é o veículo de maior credibilidade.
Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja Católica, 7 posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais e isto se reflete também na credibilidade de sua propaganda, aceita com mais facilidade.
12. Uma produção de alto nível no rádio custa 95% menos.
Você pode usar 10 helicópteros, vinte carros de Fórmula 1, uma fábrica inteira e milhares de pessoas em um comercial de rádio gastando quase nada e em prazo recorde. Isto porque o rádio usa a imaginação do consumidor, ao invés de usar o seu bolso. Tente fazer a mesma cena na televisão e ela se transforma em uma superprodução de alguns milhares de dólares e meses de filmagem. Além disso, quando você mostra uma "bela mulher" na TV, ela pode ou não agradar o consumidor. Mas se você diz a ele, no rádio, que ali está uma "bela mulher", ele imagina a mulher de seus sonhos.
13. Seu comercial de rádio pode mudar em menos de uma hora. Na TV...
Um bom comercial de rádio pode ser produzido e estar no ar em menos de uma hora, enquanto na TV requer mais de um dia e a boa vontade da emissora. Não é á toa que vemos tantos comerciais "de Natal" sendo veiculados na TV após 25 de dezembro, coisa que não acontece no rádio porque nele o comercial já mudou na madrugada do dia 26.
14. Anunciar em rádio custa 15 vezes menos que na TV.
Fonte:Autor: Marcel Leal, Diretor da Rádio Morena FM de Itabuna, Bahia.
Rádio_Internet 2
O Rádio e a Internet II
O número de emissoras que estão colocando sua programação ao vivo na grande rede cresce a passos galopantes. Diariamente o mercado de radiodifusão está conhecendo as inúmeras vantagens de estar na internet: tal fenômeno ocorre não somente nos Estados Unidos mas também no Brasil.
Recentemente, Guilherme Coelho, sócio da ZeroUm Digital que é a responsável pelo site da Rádio 89 FM informou que este recebe mais de 100 mil acessos por mês. Coelho ainda afirmou que apesar desta emissora não ter retransmissoras FM fora de São Paulo, o site da 89 recebe a visita de muitos ouvintes de outras cidades do País que assim podem ter contato com a programação da rádio.
Tal fato confirma a força do rádio na internet. Hoje é possível enviar a programação de uma emissora para qualquer canto do planeta sem a necessidade de se colocar retransmissoras em diversos pontos. Você pode estar num hotel em Hong Kong, na NAB em Las Vegas ou mesmo em férias na Europa e a qualquer momento poderá entrar na rede e conferir como está a programação da sua emissora.
Além desta vantagem de tornar sua emissora global, podemos destacar como pontos importantes para a inserção de sua estação de rádio na internet:
1. Aumento da base de mercado: pessoas trabalhando podem ouvir sua emissora enquanto executam as suas tarefas.
2. Fonte adicional de receita publicitária com a venda de banners, patrocínios etc., sem interferir na veiculação regular.
3. Maior número de oportunidades promocionais.
4. Relacionamento mais interativo com o seu público.
5. Possibilidade de pesquisa do perfil da sua audiência e construção de um valioso banco de dados.
6. Mais audiência.
7. Imagem de avanço tecnológico.
8. Fonte de informações adicionais e divulgação de toda a programação.
9. Facilidade de operação.
O rápido desenvolvimento de novas formas de acesso à web com custos declinantes e velocidades mais rápidas deverá popularizar cada vez mais o uso da internet. As emissoras que saírem na frente com certeza garantirão sua presença neste grande mercado potencial.
Fonte: Beto Junqueira, Diretor de Marketing da Rádio 2, publicitário e escritor.
O número de emissoras que estão colocando sua programação ao vivo na grande rede cresce a passos galopantes. Diariamente o mercado de radiodifusão está conhecendo as inúmeras vantagens de estar na internet: tal fenômeno ocorre não somente nos Estados Unidos mas também no Brasil.
Recentemente, Guilherme Coelho, sócio da ZeroUm Digital que é a responsável pelo site da Rádio 89 FM informou que este recebe mais de 100 mil acessos por mês. Coelho ainda afirmou que apesar desta emissora não ter retransmissoras FM fora de São Paulo, o site da 89 recebe a visita de muitos ouvintes de outras cidades do País que assim podem ter contato com a programação da rádio.
Tal fato confirma a força do rádio na internet. Hoje é possível enviar a programação de uma emissora para qualquer canto do planeta sem a necessidade de se colocar retransmissoras em diversos pontos. Você pode estar num hotel em Hong Kong, na NAB em Las Vegas ou mesmo em férias na Europa e a qualquer momento poderá entrar na rede e conferir como está a programação da sua emissora.
Além desta vantagem de tornar sua emissora global, podemos destacar como pontos importantes para a inserção de sua estação de rádio na internet:
1. Aumento da base de mercado: pessoas trabalhando podem ouvir sua emissora enquanto executam as suas tarefas.
2. Fonte adicional de receita publicitária com a venda de banners, patrocínios etc., sem interferir na veiculação regular.
3. Maior número de oportunidades promocionais.
4. Relacionamento mais interativo com o seu público.
5. Possibilidade de pesquisa do perfil da sua audiência e construção de um valioso banco de dados.
6. Mais audiência.
7. Imagem de avanço tecnológico.
8. Fonte de informações adicionais e divulgação de toda a programação.
9. Facilidade de operação.
O rápido desenvolvimento de novas formas de acesso à web com custos declinantes e velocidades mais rápidas deverá popularizar cada vez mais o uso da internet. As emissoras que saírem na frente com certeza garantirão sua presença neste grande mercado potencial.
Fonte: Beto Junqueira, Diretor de Marketing da Rádio 2, publicitário e escritor.
Rádio_Anos 30
A História do Rádio I - (séc. XIX aos anos 30)
Estamos no ano 2000, após 77 anos de história do Rádio, no Brasil.
Vamos conhecer um pouco mais da trajetória do maior meio de comunicação de todos os tempos.
SÉC XIX
1864 James Maxwell lança a teoria que ondas eletromagnéticas povoavam o infinito em todas as direções e que eram atraídas pelo éter.
1887 O alemão Heinrich Hertz cria um aparelho que consistia em duas varas metálicas, que eram ligadas aos pólos de um gerador de alta tensão. Este dispositivo produzia correntes, que foram denominadas de "ondas hertzianas", viajando na mesma velocidade que a luz.
1892 O Brasil perde a chance de ficar com a patente de inventor do rádio. Foi um certo padre chamado, Roberto Landell de Moura, que conseguiu transmitir e receber a palavra humana. Com êxito em sua invenção o padre ao pedir a patente foi considerado um louco, até mesmo um "bruxo". Foi desacreditado em sua própria pátria.
1895 Guglielmo Marconi descobriu o príncipio do funcionamento da antena.
1896 Marconi consegue a patente de sua invenção, que por ironia é concedida ao padre Landell somente em 1900.
1899 Marconi consegue enviar uma mensagem de S.O.S. através do Atlântico, por mais de 140 Km. Assim estava concebida a radiotelegrafia. Uma curiosidade S.O.S. como sabemos é um código que simboliza o pedido de socorro. O significado desta expressão inglesa é: "Save our souls" ou "Salvem nossas almas" - esta é a origem de S.O.S.
SÉC XX
É o século que desenvolveu todos os meios de comunicação, com destaque para o Rádio.
1906 Reginald Fessenden faz a primeira transmissão de voz e do som de um fonógrafo.
1922 Em 2 de novembro surge a primeira emissora comercial no planeta, a WEAF, de Nova York.
A radiodifusão chega ao Brasil, em uma demosntração feita por americanos, durante as comemorações do Centenário da Independência.
1923 É feita a primeira transmissão de rádio em cadeia no mundo, envolvendo a WEAF e a WNAC, de Boston.
Surge a primeira emissora brasileira: A Sociedade Rádio do Rio de Janeiro. Em sua programação eram dadas as cotações das bolsas de açucar e café, além da previsão do tempo e de números musicais.
Em 30 de novembro é criada a Sociedade Rádio Educadora Paulista - Pra-E.
Durante os anos 20, muitas emissoras são criadas. Estas rádios não tinham caráter comercial e visavam somente a diversão e entretenimento. A programação era bem elitista.
Anos 30 No início desta década eram 29 emissoras brasileiras que transmitiam basicamente óperas, músicas e textos instrutivos. O grande público começa a se interessar em ter seu próprio aparelho de rádio. Com isso o mercado cresce muito e várias emissoras surgem no País.
1931 Nasce a pioneira PRB 9 - Rádio Record de São Paulo, "A Maior"!
1932 O Governo de Getúlio Vragas autoriza a publicidadee em rádio. Foi uma veraddeira revolução e o com isso era criado o conceito de que Rádio é audiência.
1934 É criada a Rádio Difusora, apelidada de "Som de Cristal", onde surge o termo "radialista", inventado por Nicolau Tuma.
1935 Assis Chateaubriand inaugura em 25 de setembro a PRG-3, Rádio Tupi do RJ, a Cacique do Ar. Chateaubriand foi o pioneiro na formação da primeira rede nacional de comunicações no Brasil: Os Diários e Emissoras Associados.
1936 Um gongo tocou três vezes e ao som de "Luar do Sertão", às 21 horas do dia 12 de setembro, o microfone anunciaria: "Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!" Surge uma grande potência, a PRE-8, que foi adquirida por apenas 50 contos de réis da Rádio Philips.
1938 Marcianos invadem a Terra!!! No dia das bruxas, a rádio americana CBS, apresentava o programa "A Guerra dos Mundos", com Orson Welles. Naquela edição ele simula uma invasão de marcianos aos Estados Unidos da América. O realismo era tamanho que uma onda de pânico tomou conta do País, quando o locutor anunciava: "Atenção senhoras e senhores ouvintes... os marcianos estão invadindo a Terra..." A CBS teve que parar a transmissão tamanha foi a confusão.
1938 A primeira transmissão esportiva em rede nacional, na Copa de 38, por Leonardo Gagliano Neto, da Rádio Clube do Brasil do RJ. O mais polêmico e carismático dos narradores foi Ary Barroso, que tocava sua gaita quando narrava os gols. Ary estreou em 1936 na Rádio Cruzeiro do Sul do Rio. Também foi compositor - Aquarela do Brasil - entre outras obras...
PRK - 30 Um dos melhores programas humorísticos do rádio de todos os tempos. Com Lauro Borges e Castro Barbosa, que criaram o show após receberem proposta da PRA-9, Rádio Mayrink Veiga.
A História do Rádio continua na matéria número 2. Vale a pena conferir...
Livro: Histórias que o Rádio Não Contou, de Reynaldo C. Tavares. Editora Harbra.
Agradecimento Especial: Sra. Maria Pia, da Editora Harbra.
Colaboração: profissionais da Rádio 2 - Roberto Mencarini, Elvio Mencarini, Reinaldo do Carmo, Carlos Manzano, Pércio de Piratininga, Alberto Junqueira Guimarães.
Estamos no ano 2000, após 77 anos de história do Rádio, no Brasil.
Vamos conhecer um pouco mais da trajetória do maior meio de comunicação de todos os tempos.
SÉC XIX
1864 James Maxwell lança a teoria que ondas eletromagnéticas povoavam o infinito em todas as direções e que eram atraídas pelo éter.
1887 O alemão Heinrich Hertz cria um aparelho que consistia em duas varas metálicas, que eram ligadas aos pólos de um gerador de alta tensão. Este dispositivo produzia correntes, que foram denominadas de "ondas hertzianas", viajando na mesma velocidade que a luz.
1892 O Brasil perde a chance de ficar com a patente de inventor do rádio. Foi um certo padre chamado, Roberto Landell de Moura, que conseguiu transmitir e receber a palavra humana. Com êxito em sua invenção o padre ao pedir a patente foi considerado um louco, até mesmo um "bruxo". Foi desacreditado em sua própria pátria.
1895 Guglielmo Marconi descobriu o príncipio do funcionamento da antena.
1896 Marconi consegue a patente de sua invenção, que por ironia é concedida ao padre Landell somente em 1900.
1899 Marconi consegue enviar uma mensagem de S.O.S. através do Atlântico, por mais de 140 Km. Assim estava concebida a radiotelegrafia. Uma curiosidade S.O.S. como sabemos é um código que simboliza o pedido de socorro. O significado desta expressão inglesa é: "Save our souls" ou "Salvem nossas almas" - esta é a origem de S.O.S.
SÉC XX
É o século que desenvolveu todos os meios de comunicação, com destaque para o Rádio.
1906 Reginald Fessenden faz a primeira transmissão de voz e do som de um fonógrafo.
1922 Em 2 de novembro surge a primeira emissora comercial no planeta, a WEAF, de Nova York.
A radiodifusão chega ao Brasil, em uma demosntração feita por americanos, durante as comemorações do Centenário da Independência.
1923 É feita a primeira transmissão de rádio em cadeia no mundo, envolvendo a WEAF e a WNAC, de Boston.
Surge a primeira emissora brasileira: A Sociedade Rádio do Rio de Janeiro. Em sua programação eram dadas as cotações das bolsas de açucar e café, além da previsão do tempo e de números musicais.
Em 30 de novembro é criada a Sociedade Rádio Educadora Paulista - Pra-E.
Durante os anos 20, muitas emissoras são criadas. Estas rádios não tinham caráter comercial e visavam somente a diversão e entretenimento. A programação era bem elitista.
Anos 30 No início desta década eram 29 emissoras brasileiras que transmitiam basicamente óperas, músicas e textos instrutivos. O grande público começa a se interessar em ter seu próprio aparelho de rádio. Com isso o mercado cresce muito e várias emissoras surgem no País.
1931 Nasce a pioneira PRB 9 - Rádio Record de São Paulo, "A Maior"!
1932 O Governo de Getúlio Vragas autoriza a publicidadee em rádio. Foi uma veraddeira revolução e o com isso era criado o conceito de que Rádio é audiência.
1934 É criada a Rádio Difusora, apelidada de "Som de Cristal", onde surge o termo "radialista", inventado por Nicolau Tuma.
1935 Assis Chateaubriand inaugura em 25 de setembro a PRG-3, Rádio Tupi do RJ, a Cacique do Ar. Chateaubriand foi o pioneiro na formação da primeira rede nacional de comunicações no Brasil: Os Diários e Emissoras Associados.
1936 Um gongo tocou três vezes e ao som de "Luar do Sertão", às 21 horas do dia 12 de setembro, o microfone anunciaria: "Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!" Surge uma grande potência, a PRE-8, que foi adquirida por apenas 50 contos de réis da Rádio Philips.
1938 Marcianos invadem a Terra!!! No dia das bruxas, a rádio americana CBS, apresentava o programa "A Guerra dos Mundos", com Orson Welles. Naquela edição ele simula uma invasão de marcianos aos Estados Unidos da América. O realismo era tamanho que uma onda de pânico tomou conta do País, quando o locutor anunciava: "Atenção senhoras e senhores ouvintes... os marcianos estão invadindo a Terra..." A CBS teve que parar a transmissão tamanha foi a confusão.
1938 A primeira transmissão esportiva em rede nacional, na Copa de 38, por Leonardo Gagliano Neto, da Rádio Clube do Brasil do RJ. O mais polêmico e carismático dos narradores foi Ary Barroso, que tocava sua gaita quando narrava os gols. Ary estreou em 1936 na Rádio Cruzeiro do Sul do Rio. Também foi compositor - Aquarela do Brasil - entre outras obras...
PRK - 30 Um dos melhores programas humorísticos do rádio de todos os tempos. Com Lauro Borges e Castro Barbosa, que criaram o show após receberem proposta da PRA-9, Rádio Mayrink Veiga.
A História do Rádio continua na matéria número 2. Vale a pena conferir...
Livro: Histórias que o Rádio Não Contou, de Reynaldo C. Tavares. Editora Harbra.
Agradecimento Especial: Sra. Maria Pia, da Editora Harbra.
Colaboração: profissionais da Rádio 2 - Roberto Mencarini, Elvio Mencarini, Reinaldo do Carmo, Carlos Manzano, Pércio de Piratininga, Alberto Junqueira Guimarães.
Rádio_Comunicação
Rádio: o melhor meio de comunicação
Vamos mostrar 14 razões, sem contestação, de que o meio Rádio está superando a TV.
1. O rádio está junto ao consumidor na hora da compra
Segundo pesquisa Marplan, o rádio é o veículo que está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra. Ou seja, não importa o que ele viu na TV na noite anterior porque quem decide a compra é o rádio, com o comercial que ele ouviu antes de ir para o comércio.
2. As pessoas passam mais tempo ouvindo o rádio.
Para convencer o consumidor o comercial tem que ser ouvido várias vezes ao dia e o rádio é o veículo que ele mais ouve, em média 3 horas e 45 minutos por dia. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens), principalmente se a sua mensagem estiver em forma de jingle.
3. O rádio é imbatível durante o horário comercial.
O rádio tem o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. Note que o rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem quer efetuar uma venda. A TV só tem boa audiência à noite, quando o comércio está fechado e o cliente, em casa.
4. Consumidor passa 17% mais tempo com o rádio que a TV (e na hora certa).
Pesquisa do Ibope confirma que as pessoas que fazem compras passam 17% mais tempo ouvindo o rádio que vendo a televisão, o que dá a seu comercial 17% mais chance de ser absorvido, que o comercial da TV. E no rádio o consumidor não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela propaganda - ele pode estar na cozinha fazendo uma boquinha, como é costume dos televisivos e mesmo assim sua mensagem vai atingi-lo.
5. O rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência.
Segundo pesquisa do Ibope, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade, em 15 dias. Observe na tabela abaixo o alcance do rádio e o perfil de consumidor encontrado pelo Ibope em cada ramo:
93% dos consumidores de refrigerante tipo cola, atingidos em 15 dias.
91% dos consumidores de outro refrigerante (idade de 15 a 24 anos).
91% de cerveja (homens entre 25 e 45 anos).
88% de vinho (faixa entre 35 e 45 anos).
97% de móveis (predomínio de mulheres entre 25 e 39 anos).
90% viagens nacionais (idade entre 20 e 40 anos).
94% lanchonete (público de 15 a 39 anos).
94% restaurante (entre 25 e 45 anos).
93% autopeças (homens entre 25 e 39 anos).
99% motoristas, que passam mais de 10 horas/dia no volante.
6. O rádio chega onde a TV não vai.
O rádio é o único veículo que atinge o consumidor em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro, a caminho do trabalho, no restaurante ou na lanchonete, na praia , na fazenda, no cooper e na bicicleta com o walkman (possuído por 51% da população), ao lado, enquanto navega na Internet. Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, enorme e pronto para receber sua mensagem.
7. O rádio está em 99% das casas, contra 75% da TV.
Além desta vantagem nas casas, o rádio está em 83% dos carros contra 1% da TV, e mais da metade da população acorda com o rádio-relógio.
8. O rádio atinge o consumidor que tem antena parabólica.
Quem tem antena parabólica assiste seu canal preferido direto da rede sem ver os comerciais da emissora local. Some a isto a concorrência das vídeo-locadoras e o "efeito zapping", que comprova que as pessoas mudam de canal durante os comerciais, por causa da facilidade do controle remoto. Em compensação, esse público pode ser atingido através do rádio FM, ouvido por 99% dos donos de parabólica. Você ainda ganha o bônus de atingir o consumidor de vídeo no carro, na ida e na volta da locadora.
9. O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da TV só três.
O rádio é imbatível das 6 horas da manhã até às 19 horas; a TV alcança seu pico entre 19 e 22 horas. São quatro vezes mais eficiência a favor do rádio, uma das razões do grande crescimento do veículo nos últimos anos. E com um custo 15 vezes menor.
10. Só o rádio acompanha o consumidor no verão.
No verão as pessoas tendem a sair mais de casa durante a noite, o que esvazia o horário nobre da TV e aumenta bastante a audiência do rádio neste horário. Só ele pode ir com o consumidor para os bares, as praças, a beira da praia... É um veiculo especializado em acompanhar o consumidor onde ele for, marcando presença nos melhores momentos da vida do seu cliente.
11. O rádio é o veículo de maior credibilidade.
Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja Católica, 7 posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais e isto se reflete também na credibilidade de sua propaganda, aceita com mais facilidade.
12. Uma produção de alto nível no rádio custa 95% menos.
Você pode usar 10 helicópteros, vinte carros de Fórmula 1, uma fábrica inteira e milhares de pessoas em um comercial de rádio gastando quase nada e em prazo recorde. Isto porque o rádio usa a imaginação do consumidor, ao invés de usar o seu bolso. Tente fazer a mesma cena na televisão e ela se transforma em uma superprodução de alguns milhares de dólares e meses de filmagem. Além disso, quando você mostra uma "bela mulher" na TV, ela pode ou não agradar o consumidor. Mas se você diz a ele, no rádio, que ali está uma "bela mulher", ele imagina a mulher de seus sonhos.
13. Seu comercial de rádio pode mudar em menos de uma hora. Na TV...
Um bom comercial de rádio pode ser produzido e estar no ar em menos de uma hora, enquanto na TV requer mais de um dia e a boa vontade da emissora. Não é á toa que vemos tantos comerciais "de Natal" sendo veiculados na TV após 25 de dezembro, coisa que não acontece no rádio porque nele o comercial já mudou na madrugada do dia 26.
14. Anunciar em rádio custa 15 vezes menos que na TV.
Fonte:Autor: Marcel Leal, Diretor da Rádio Morena FM de Itabuna, Bahia.
Vamos mostrar 14 razões, sem contestação, de que o meio Rádio está superando a TV.
1. O rádio está junto ao consumidor na hora da compra
Segundo pesquisa Marplan, o rádio é o veículo que está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra. Ou seja, não importa o que ele viu na TV na noite anterior porque quem decide a compra é o rádio, com o comercial que ele ouviu antes de ir para o comércio.
2. As pessoas passam mais tempo ouvindo o rádio.
Para convencer o consumidor o comercial tem que ser ouvido várias vezes ao dia e o rádio é o veículo que ele mais ouve, em média 3 horas e 45 minutos por dia. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que vêem (imagens), principalmente se a sua mensagem estiver em forma de jingle.
3. O rádio é imbatível durante o horário comercial.
O rádio tem o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro durante a tarde. Note que o rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem quer efetuar uma venda. A TV só tem boa audiência à noite, quando o comércio está fechado e o cliente, em casa.
4. Consumidor passa 17% mais tempo com o rádio que a TV (e na hora certa).
Pesquisa do Ibope confirma que as pessoas que fazem compras passam 17% mais tempo ouvindo o rádio que vendo a televisão, o que dá a seu comercial 17% mais chance de ser absorvido, que o comercial da TV. E no rádio o consumidor não precisa estar olhando para o aparelho para ser atingido pela propaganda - ele pode estar na cozinha fazendo uma boquinha, como é costume dos televisivos e mesmo assim sua mensagem vai atingi-lo.
5. O rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência.
Segundo pesquisa do Ibope, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade, em 15 dias. Observe na tabela abaixo o alcance do rádio e o perfil de consumidor encontrado pelo Ibope em cada ramo:
93% dos consumidores de refrigerante tipo cola, atingidos em 15 dias.
91% dos consumidores de outro refrigerante (idade de 15 a 24 anos).
91% de cerveja (homens entre 25 e 45 anos).
88% de vinho (faixa entre 35 e 45 anos).
97% de móveis (predomínio de mulheres entre 25 e 39 anos).
90% viagens nacionais (idade entre 20 e 40 anos).
94% lanchonete (público de 15 a 39 anos).
94% restaurante (entre 25 e 45 anos).
93% autopeças (homens entre 25 e 39 anos).
99% motoristas, que passam mais de 10 horas/dia no volante.
6. O rádio chega onde a TV não vai.
O rádio é o único veículo que atinge o consumidor em qualquer lugar: começando o dia com o rádio-relógio, sendo companhia no café da manhã, no ônibus e no carro, a caminho do trabalho, no restaurante ou na lanchonete, na praia , na fazenda, no cooper e na bicicleta com o walkman (possuído por 51% da população), ao lado, enquanto navega na Internet. Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, enorme e pronto para receber sua mensagem.
7. O rádio está em 99% das casas, contra 75% da TV.
Além desta vantagem nas casas, o rádio está em 83% dos carros contra 1% da TV, e mais da metade da população acorda com o rádio-relógio.
8. O rádio atinge o consumidor que tem antena parabólica.
Quem tem antena parabólica assiste seu canal preferido direto da rede sem ver os comerciais da emissora local. Some a isto a concorrência das vídeo-locadoras e o "efeito zapping", que comprova que as pessoas mudam de canal durante os comerciais, por causa da facilidade do controle remoto. Em compensação, esse público pode ser atingido através do rádio FM, ouvido por 99% dos donos de parabólica. Você ainda ganha o bônus de atingir o consumidor de vídeo no carro, na ida e na volta da locadora.
9. O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da TV só três.
O rádio é imbatível das 6 horas da manhã até às 19 horas; a TV alcança seu pico entre 19 e 22 horas. São quatro vezes mais eficiência a favor do rádio, uma das razões do grande crescimento do veículo nos últimos anos. E com um custo 15 vezes menor.
10. Só o rádio acompanha o consumidor no verão.
No verão as pessoas tendem a sair mais de casa durante a noite, o que esvazia o horário nobre da TV e aumenta bastante a audiência do rádio neste horário. Só ele pode ir com o consumidor para os bares, as praças, a beira da praia... É um veiculo especializado em acompanhar o consumidor onde ele for, marcando presença nos melhores momentos da vida do seu cliente.
11. O rádio é o veículo de maior credibilidade.
Todos os anos são realizadas pesquisas para aferir a credibilidade dos vários setores da sociedade junto ao público e todos os anos o rádio brilha. Ele é o segundo em credibilidade, logo atrás da Igreja Católica, 7 posições acima dos jornais e 17 posições acima da televisão. Ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio do que nos telejornais e isto se reflete também na credibilidade de sua propaganda, aceita com mais facilidade.
12. Uma produção de alto nível no rádio custa 95% menos.
Você pode usar 10 helicópteros, vinte carros de Fórmula 1, uma fábrica inteira e milhares de pessoas em um comercial de rádio gastando quase nada e em prazo recorde. Isto porque o rádio usa a imaginação do consumidor, ao invés de usar o seu bolso. Tente fazer a mesma cena na televisão e ela se transforma em uma superprodução de alguns milhares de dólares e meses de filmagem. Além disso, quando você mostra uma "bela mulher" na TV, ela pode ou não agradar o consumidor. Mas se você diz a ele, no rádio, que ali está uma "bela mulher", ele imagina a mulher de seus sonhos.
13. Seu comercial de rádio pode mudar em menos de uma hora. Na TV...
Um bom comercial de rádio pode ser produzido e estar no ar em menos de uma hora, enquanto na TV requer mais de um dia e a boa vontade da emissora. Não é á toa que vemos tantos comerciais "de Natal" sendo veiculados na TV após 25 de dezembro, coisa que não acontece no rádio porque nele o comercial já mudou na madrugada do dia 26.
14. Anunciar em rádio custa 15 vezes menos que na TV.
Fonte:Autor: Marcel Leal, Diretor da Rádio Morena FM de Itabuna, Bahia.
Rádio_AM Digital
Rádio AM digital, uma revolução
Ouvir programas de rádio AM com a melhor qualidade digital era até aqui um sonho distante. Era, porque, a partir desta semana, com a divulgação dos padrões mundiais para a radiodifusão digital, esse sonho começa a transformar-se em realidade. A nova era da radiodifusaõ começa não apenas nas transmissões de AM em ondas médias, mas também as quase esquecidas ondas curtas e longas. A primeira grande vantagem desse salto tecnológico é dar às transmissões de rádio AM uma qualidade de som muito próxima às do rádio FM, ou seja, em frequência modulada, cujo espectro utilizável (de 88 a 108 MHz) está praticamente congestionado em quase todo o mundo.
Tudo leva a crer que o padrão digital torne-se popular nos próximos anos e que seja adotado em todo o mundo. A indústria eletrônica é a primeira grande beneficiada, pois deverá substituir progressivamente os 2,5 bilhões de receptores existentes no mundo hoje, sem falar nos transmissores AM digitais que serão necessários.
Para os ouvintes, além da melhoria na qualidade do som, o novo rádio AM digital permitirá a prestação de novos serviços que beneficiarão o público. Uma dessas novas aplicações será a transmissão de dados em baixa velocidade pelas emissoras de rádio. Outra será a transmissão de programas bilingües, muito vantajoso em locais como o Canadá, onde predominam duas línguas oficiais, o francês e o inglês.
Os receptores AM digital poderão também receber dados, textos e até imagens fixas. Com o salto digital, o rádio estará também cada dia mais integrado com o celular e com a Internet. Será possível receber mensagens em áudio personalizadas como os e.mails. Serão os e-radiomails. Teremos novos tipos de serviços de previsaõ do tempo, permanentemente atualizadas em cada receptor. Também haverão informações automáticas sobre o trânsito nas grandes cidades. O conceito rádio digital passa agora a tornar-se muito mais claro e com perspectivas muito mais animadoras.
Num horizonte mais distante, poderemos dispor até de transmissões mundiais via satélite em AM digital, para receptores em aparelhos tão pequenos quanto os relógios de pulso, ou mesmo os celulares. Esta revolução no meio rádio está acontecendo. O DRM, consórcio formado por fabricantes e pelas maiores emissoras do mundo, busca desenvolvimento de um padrão não-proprietário de rádio AM digital para ser utilizado livremente em todo o planeta.
Mais infomações no site da UIT www.itu.int ou por email: magenta@rai.it
Fonte : Jornal O Estado de São Paulo - 26/11/00Matéria de Ethevaldo Siqueira
Ouvir programas de rádio AM com a melhor qualidade digital era até aqui um sonho distante. Era, porque, a partir desta semana, com a divulgação dos padrões mundiais para a radiodifusão digital, esse sonho começa a transformar-se em realidade. A nova era da radiodifusaõ começa não apenas nas transmissões de AM em ondas médias, mas também as quase esquecidas ondas curtas e longas. A primeira grande vantagem desse salto tecnológico é dar às transmissões de rádio AM uma qualidade de som muito próxima às do rádio FM, ou seja, em frequência modulada, cujo espectro utilizável (de 88 a 108 MHz) está praticamente congestionado em quase todo o mundo.
Tudo leva a crer que o padrão digital torne-se popular nos próximos anos e que seja adotado em todo o mundo. A indústria eletrônica é a primeira grande beneficiada, pois deverá substituir progressivamente os 2,5 bilhões de receptores existentes no mundo hoje, sem falar nos transmissores AM digitais que serão necessários.
Para os ouvintes, além da melhoria na qualidade do som, o novo rádio AM digital permitirá a prestação de novos serviços que beneficiarão o público. Uma dessas novas aplicações será a transmissão de dados em baixa velocidade pelas emissoras de rádio. Outra será a transmissão de programas bilingües, muito vantajoso em locais como o Canadá, onde predominam duas línguas oficiais, o francês e o inglês.
Os receptores AM digital poderão também receber dados, textos e até imagens fixas. Com o salto digital, o rádio estará também cada dia mais integrado com o celular e com a Internet. Será possível receber mensagens em áudio personalizadas como os e.mails. Serão os e-radiomails. Teremos novos tipos de serviços de previsaõ do tempo, permanentemente atualizadas em cada receptor. Também haverão informações automáticas sobre o trânsito nas grandes cidades. O conceito rádio digital passa agora a tornar-se muito mais claro e com perspectivas muito mais animadoras.
Num horizonte mais distante, poderemos dispor até de transmissões mundiais via satélite em AM digital, para receptores em aparelhos tão pequenos quanto os relógios de pulso, ou mesmo os celulares. Esta revolução no meio rádio está acontecendo. O DRM, consórcio formado por fabricantes e pelas maiores emissoras do mundo, busca desenvolvimento de um padrão não-proprietário de rádio AM digital para ser utilizado livremente em todo o planeta.
Mais infomações no site da UIT www.itu.int ou por email: magenta@rai.it
Fonte : Jornal O Estado de São Paulo - 26/11/00Matéria de Ethevaldo Siqueira
Rádio_Vivo
O rádio está mais vivo do que nunca
Longe de ser um meio ultrapassado, o rádio reafirma constantemente sua condição de veículo indispensável no cotidiano das pessoas. O jornalista Heródoto Barbeiro, gerente de jornalismo da Rádio CBN e apresentador do Jornal da Cultura, diz que o rádio nunca morrerá. O que deve mudar é a forma de recepção, e a forma de receber as transmissões. Os equipamentos é que deixarão de existir e as pessoas começarão a ouvir áudio pelo computador, seja ele o tradicional, portátil ou instalados nos próprios automóveis.
Heródoto, que também tem um bom conhecimento em televisão, concorda que o impacto que esta provoca é maior na opinião pública... "a imagem é sempre mais forte". Mas defende que o público é muito fiel ao rádio. Uma pesquisa encomendada pela CBN indica os meios em que as pessoas vão buscar informação durante o dia. Á noite a Tv é soberana, com 80% da preferência, mas durante o dia o quadro muda e o rádio lidera com folga. Também é bom destacar que é durante o dia que a maioria das notícias é gerada. Heródoto ressalta que quem ouve jornalismo no rádio é o público classe média, com mais de 35 anos... "é gente que está indo trabalhar e que não teve tempo de ler os jornais e aproveita os momentos gastos no trânsito para se informar".
O rádio deve investir justamente nesses momentos em que as pessoas não podem ver televisão. "O rádio tem a obrigação de oferecer uma boa qualidade de som - daí a veiculação do jornalismo na faixa FM", completa Heródoto. Outro diferencial para ele é a instantaneidade que o meio propicia, dando uma credibilidade paro o rádio sem igual entre as mídias, reforçada pelo grande número de transmissões radiofônicas ao vivo.
Quanto a função do jornalista, Heródoto diz que a obrigação de quem informa é mostrar as coisas para que as pessoas possam exercer seu espírito crítico e neste aspecto o rádo também leva vantagem, uma vez que a credibilidade é altíssima. "Acontece que é mais fácil o ouvinte se identificar com o âncora do rádio do que com o da televisão. No rádio você fala com a pessoa física, com o indivíduo, Na TV isso é bem mais impessoal".
É mais um profissional de respeito no meio, que ressalta a importância e a revitalização que está acontecendo deste importante veículo de comunicação: o rádio.
Fonte:Jornal: Livraria Cultura News, nº 92 - Edição Novembro de 2000.Edição: Roberto Mencarini, Gerente de Marketing - Rádio 2.
Longe de ser um meio ultrapassado, o rádio reafirma constantemente sua condição de veículo indispensável no cotidiano das pessoas. O jornalista Heródoto Barbeiro, gerente de jornalismo da Rádio CBN e apresentador do Jornal da Cultura, diz que o rádio nunca morrerá. O que deve mudar é a forma de recepção, e a forma de receber as transmissões. Os equipamentos é que deixarão de existir e as pessoas começarão a ouvir áudio pelo computador, seja ele o tradicional, portátil ou instalados nos próprios automóveis.
Heródoto, que também tem um bom conhecimento em televisão, concorda que o impacto que esta provoca é maior na opinião pública... "a imagem é sempre mais forte". Mas defende que o público é muito fiel ao rádio. Uma pesquisa encomendada pela CBN indica os meios em que as pessoas vão buscar informação durante o dia. Á noite a Tv é soberana, com 80% da preferência, mas durante o dia o quadro muda e o rádio lidera com folga. Também é bom destacar que é durante o dia que a maioria das notícias é gerada. Heródoto ressalta que quem ouve jornalismo no rádio é o público classe média, com mais de 35 anos... "é gente que está indo trabalhar e que não teve tempo de ler os jornais e aproveita os momentos gastos no trânsito para se informar".
O rádio deve investir justamente nesses momentos em que as pessoas não podem ver televisão. "O rádio tem a obrigação de oferecer uma boa qualidade de som - daí a veiculação do jornalismo na faixa FM", completa Heródoto. Outro diferencial para ele é a instantaneidade que o meio propicia, dando uma credibilidade paro o rádio sem igual entre as mídias, reforçada pelo grande número de transmissões radiofônicas ao vivo.
Quanto a função do jornalista, Heródoto diz que a obrigação de quem informa é mostrar as coisas para que as pessoas possam exercer seu espírito crítico e neste aspecto o rádo também leva vantagem, uma vez que a credibilidade é altíssima. "Acontece que é mais fácil o ouvinte se identificar com o âncora do rádio do que com o da televisão. No rádio você fala com a pessoa física, com o indivíduo, Na TV isso é bem mais impessoal".
É mais um profissional de respeito no meio, que ressalta a importância e a revitalização que está acontecendo deste importante veículo de comunicação: o rádio.
Fonte:Jornal: Livraria Cultura News, nº 92 - Edição Novembro de 2000.Edição: Roberto Mencarini, Gerente de Marketing - Rádio 2.
Rádio_Funcionamento
FM's, AM's e Rádios Virtuais: como funcionam?
Como funcionam e são feitas as transmissões radiofônicas, em seus diferentes formatos:
FM's: Neste formato as ondas de rádio movimentam-se em linha reta. Como as de FM não rebatem na atmosfera, não conseguem acompanhar a curvatura da Terra e assim cobre grandes distâncias.
Ondas Curtas: Esse tipo de onda, transmitida em frequência ondas curtas, são refletidas pela ionosfera (que é uma região da atmosfera que começa a 50 km de altitude) e voltam à superfície ricocheteando continuamente. Esse tipo de percurso de onda dessa frequência pode fazer com que uma rádio de boa potência seja ouvida em toda a Terra.
Rádios pela Internet: transmissão feita, em geral, por linha telefônica. A informação é covertida para código binário (formado por zeros e uns) quando chega aos micros, assim como todos os outros arquivos de Internet. O internauta pode ter acesso a emissoras de todo o planeta. Aliás as rádios virtuais vem se expandindo rapidamente. Hoje são 4.637 emissoras na Web. Existe um catálogo no site: www.radio-locator.com, que apresenta 10 mil estações. No entanto nem todas transmitem ao vivo.
Para ter acesso a esse universo de emissoras, recomendamos três endereços: www.radios.com.br (em português), www.live-radio.net e www.comfm.com (em inglês). Só fique atento, pois em São Paulo, cada pulso custa R$ 0,09. Um pulso equivale a quatro minutos de ligação, ou seja, a cada hora: R$ 1,35.
Fonte : Jornal Folha de São Paulo - 17/01/2001, por Alexandre Versignassi e Marcelo Grimberg
Como funcionam e são feitas as transmissões radiofônicas, em seus diferentes formatos:
FM's: Neste formato as ondas de rádio movimentam-se em linha reta. Como as de FM não rebatem na atmosfera, não conseguem acompanhar a curvatura da Terra e assim cobre grandes distâncias.
Ondas Curtas: Esse tipo de onda, transmitida em frequência ondas curtas, são refletidas pela ionosfera (que é uma região da atmosfera que começa a 50 km de altitude) e voltam à superfície ricocheteando continuamente. Esse tipo de percurso de onda dessa frequência pode fazer com que uma rádio de boa potência seja ouvida em toda a Terra.
Rádios pela Internet: transmissão feita, em geral, por linha telefônica. A informação é covertida para código binário (formado por zeros e uns) quando chega aos micros, assim como todos os outros arquivos de Internet. O internauta pode ter acesso a emissoras de todo o planeta. Aliás as rádios virtuais vem se expandindo rapidamente. Hoje são 4.637 emissoras na Web. Existe um catálogo no site: www.radio-locator.com, que apresenta 10 mil estações. No entanto nem todas transmitem ao vivo.
Para ter acesso a esse universo de emissoras, recomendamos três endereços: www.radios.com.br (em português), www.live-radio.net e www.comfm.com (em inglês). Só fique atento, pois em São Paulo, cada pulso custa R$ 0,09. Um pulso equivale a quatro minutos de ligação, ou seja, a cada hora: R$ 1,35.
Fonte : Jornal Folha de São Paulo - 17/01/2001, por Alexandre Versignassi e Marcelo Grimberg
Rádio_A Voz
Chega ao fim a "Voz da América"
Há quase 40 anos no ar, o serviço brasileiro da "Voz da América", que é reproduzido pelas principais rádios do Brasil, está para ser extinto. A "Voz da América" é um serviço de notícias mantido pelo governo americano. Mesmo vinculado ao governo, o serviço tornou-se independente no final de 1999 e tentou estabelecer os mesmos moldes da BBC, que é uma grande rede pública de rádio e tv, da Inglaterra. A "Voz da América" transmite notícias sobre esportes, música, negócios, saúde, ecologia, política e assuntos da política externa americana. Grandes rádios brasileiras retransmitem o programa, mas por questões orçamentárias o serviço será extinto. Também especula-se que com o fim da administração de Bill Clinton, o governo americano decidiu priorizar o serviço em países do Oriente Médio e continuar com os programas transmitidos em espanhol.
Fonte:Jornal Valor Econômico, 12/01/2001 - de Washington, por Cristiano Romero.
Há quase 40 anos no ar, o serviço brasileiro da "Voz da América", que é reproduzido pelas principais rádios do Brasil, está para ser extinto. A "Voz da América" é um serviço de notícias mantido pelo governo americano. Mesmo vinculado ao governo, o serviço tornou-se independente no final de 1999 e tentou estabelecer os mesmos moldes da BBC, que é uma grande rede pública de rádio e tv, da Inglaterra. A "Voz da América" transmite notícias sobre esportes, música, negócios, saúde, ecologia, política e assuntos da política externa americana. Grandes rádios brasileiras retransmitem o programa, mas por questões orçamentárias o serviço será extinto. Também especula-se que com o fim da administração de Bill Clinton, o governo americano decidiu priorizar o serviço em países do Oriente Médio e continuar com os programas transmitidos em espanhol.
Fonte:Jornal Valor Econômico, 12/01/2001 - de Washington, por Cristiano Romero.
Rádio_Futuro
Prepare-se: o rádio será assim!
O rádio brasileiro vive a véspera de sua terceira onda. A primeira vai dos pioneiros dos anos 20 até a Segunda Guerra, etapa que marca o nascimento e crescimento vertiginoso do veículo. A Segunda onda vai da Segunda Guerra até hoje. Neste período a programação do rádio acabou profundamente batizada pelo advento da televisão, na década de 50, forjando um caminho que, com algumas alterações de estilo e linguagem, permanece até hoje. Data desta época a criação das emissoras tradicionais, as famílias que construíram os prefixos mais importantes.
Estamos agora às vésperas da terceira onda. Seu início será determinado pela aprovação do projeto que permite a entrada do capital estrangeiro nas empresas de comunicação.
Este fato terá impacto determinante não só na forma do business ou no marketing mais ou menos agressivo dos prefixos. Assistiremos, provavelmente, a uma grande mudança no perfil dos donos das emissoras (players), com influência decisiva nos processos de trabalho e relações de emprego.
Lançar os olhos para o passado recente nos Estados Unidos certamente ajuda a entender um pouco do que pode acontecer por aqui. Guardadas as devidas proporções (volume de dinheiro em circulação na economia, capacidade de consumo da população, riqueza desconcentrada, forte fiscalização da agência federal FCC ) convém analisar o mercado norte-americano a partir de 1982, quando a desregulamentação levada a cabo pelo primeiro governo Reagan chegou ao rádio. Este período, com marcos importantes nos anos de 92 e 95, transformou a face do mercado radiofônico nos EUA, como veremos a seguir.
Até o início dos anos 80, quase todas as emissoras americanas viviam uma situação de estabilidade. As empresas conheciam perfeitamente o meio ambiente no qual atuavam, algumas se destacavam por lances de ousadia no formato do produto e nas posturas de comercialização. Tudo, porém, remetia a um esquema tradicional. As principais estações estavam ligadas a grandes conglomerados de televisão (ABC, CBS, NBC). No interior, predominava a pulverização dos donos.
Em 82, o Congresso americano passou a desregulamentar o mercado, acabando com diversas restrições que moldaram o rádio no imediato pós-guerra. As mudanças na lei coincidiram com o momento em que estes grupos realizavam grandes investimentos em TV a cabo e nas nascentes tecnologias de informação. Pelo tamanho de seu orçamento e faturamento (muito menor do que o da TV), o rádio ficou em segundo plano dentro da estratégia das empresas tradicionais. Desregulamentação mais desinteresse resultaram no surgimento de novos donos. Aquisições, fusões, grandes negócios realizados com a compra e venda das ações passaram a agitar um segmento marcado pela quase estagnação. Atentos e ágeis, os novos atores eram oriundos ou patrocinados pelo mercado financeiro. Tais grupos introduziram no rádio três ferramentas pouco utilizadas pelo rádio tradicional: o uso intensivo da engenharia financeira, da tecnologia e do marketing muito agressivo.
A principal alteração da lei, cujo efeito seduziu o mercado financeiro, foi o fim da restrição para a compra e venda de emissoras. Antes de 82, por exemplo, um comprador só podia pensar em eventual revenda de emissora após decorridos cinco anos. Esta flexibilidade transformou o rádio numa fonte de investimento como outra qualquer, uma commoditie atraente.
Em pouco tempo, a pulverização deu lugar a gigantes (Chancellor, da Hicks Muse tem 450 emissoras; a Infinity, da ex-CBS, tem quase 200) que levaram ao mercado do rádio a mesma lógica já conhecida nos demais setores da economia. Reconhecidas pela capacidade de exibir números invejáveis de rentabilidade, as rádios ainda movimentavam somas comparativamente menores do que outros veículos. Passaram, com a economia de escala e uso da tecnologia, a baratear a operação a níveis desconhecidos. Com as técnicas agressivas do marketing conseguiram revitalizar e arejar o meio também no que se refere às opções de negócios para anunciantes.
Por volta de 1985, o Congresso americano finalizou intenso debate envolvendo a FCC, empresários, a poderosa National Association of Broadcasters (a NAB). Os deputados e senadores demonstravam preocupação com as conseqüências da falta de controle ou de restrições para que grupos comprassem e vendessem emissoras. Tinham receio também da possibilidade aberta para que o mesmo grupo fosse proprietário de mais de uma emissora na mesma cidade. No final, concluiu que o sistema radiofônico estava pronto para funcionar de acordo com as forças do mercado.
O resultado prático destas mudanças pode ser melhor compreendido com os exemplos abaixo:
* Nos anos 70, algumas rádios de grandes cidades foram vendidas por preço que variou de US$ 5 a US$ 7 milhões. No final dos anos 80, algumas emissoras nas mesmas cidades foram vendidas por preço que variou de US$ 40 a US$ 80 milhões.
* O total de vendas das rádios dos EUA pulou de US$ 602 milhões em 82 para US$ 2.56 bilhões em 85, para US$ 3.45 bilhões em 88, chegou a US$ 12.4 bilhões em 96 e, segundo projeções, vai bater US$ 23 bilhões em 2006. Crescimento de 6,6% ao ano.
Brasil, 1999. Todos os setores da economia foram devorados na competição internacional. Bancos, autopeças, siderurgia, setores exportadores de produtos agrícolas, grupos de alta tecnologia, supermercados, tudo passou para o controle de grupos estrangeiros. Quem não quis se render a isso, juntou-se ao inimigo, como no caso da fusão Brahma/Antarctica.
Ainda não temos a idéia exata do que vai acontecer com o nosso mercado a partir da permissão para abertura das empresas ao capital estrangeiro. Um indicativo é a rapidez como a Hicks Muse posicionou-se no mercado brasileiro: comprou o Corinthians e a principal empresa de marketing esportivo (Traffic), além de manter aliança para exploração da TV a cabo. Era um grupo desconhecido há menos de cinco meses. Hoje, está nos jornais como personagem central na possibilidade de investimento no esporte e dita o rumo que outros clubes estão tentando.
É improvável que grupos com acesso ao dinheiro farto e comparativamente barato dos fundos de pensão não tenham estudado um mercado do tamanho do nosso de todas as formas possíveis. À aprovação do projeto que autoriza a entrada do capital estrangeiro no mercado brasileiro, vai se seguir uma revolução rápida (e traumática! ). A mesma concentração de emissoras ocorrida nos EUA será perseguida aqui. O mercado vai sofrer uma depuração. Prepare-se! Quem é dono de rádio, será convidado a vendê-la ou acabará empurrado para uma associação ou fusão. Será cada vez mais difícil ser proprietário de uma rádio só. Quem trabalha em rádio, independentemente do cargo, deve ir se acostumando a procedimentos consagrados em outras atividades econômicas: cumprimento rigoroso do orçamento, planejamento, controle, pesquisa, compromisso com metas e rentabilidade. Nos processos internos, isso significa, inclusive a eliminação de postos de trabalho e da diminuição importante de tudo aquilo que não esteja diretamente ligado à atividade-fim do veículo: produzir e vender.
Marcelo Parada, 38 anos, é diretor de Jornalismo da Rádio Bandeirantes de São Paulo. Foi diretor de jornalismo da Rádio Eldorado AM, onde criou o ouvinte-repórter. Liderou campanha pelo fim da obrigatoriedade da Voz do Brasil
Fonte: The remaking of radio - Vincent Ditingo
Local Radio Journalism - P. Chantler e S. Harris
Columbia Magazine o Journalism
O rádio brasileiro vive a véspera de sua terceira onda. A primeira vai dos pioneiros dos anos 20 até a Segunda Guerra, etapa que marca o nascimento e crescimento vertiginoso do veículo. A Segunda onda vai da Segunda Guerra até hoje. Neste período a programação do rádio acabou profundamente batizada pelo advento da televisão, na década de 50, forjando um caminho que, com algumas alterações de estilo e linguagem, permanece até hoje. Data desta época a criação das emissoras tradicionais, as famílias que construíram os prefixos mais importantes.
Estamos agora às vésperas da terceira onda. Seu início será determinado pela aprovação do projeto que permite a entrada do capital estrangeiro nas empresas de comunicação.
Este fato terá impacto determinante não só na forma do business ou no marketing mais ou menos agressivo dos prefixos. Assistiremos, provavelmente, a uma grande mudança no perfil dos donos das emissoras (players), com influência decisiva nos processos de trabalho e relações de emprego.
Lançar os olhos para o passado recente nos Estados Unidos certamente ajuda a entender um pouco do que pode acontecer por aqui. Guardadas as devidas proporções (volume de dinheiro em circulação na economia, capacidade de consumo da população, riqueza desconcentrada, forte fiscalização da agência federal FCC ) convém analisar o mercado norte-americano a partir de 1982, quando a desregulamentação levada a cabo pelo primeiro governo Reagan chegou ao rádio. Este período, com marcos importantes nos anos de 92 e 95, transformou a face do mercado radiofônico nos EUA, como veremos a seguir.
Até o início dos anos 80, quase todas as emissoras americanas viviam uma situação de estabilidade. As empresas conheciam perfeitamente o meio ambiente no qual atuavam, algumas se destacavam por lances de ousadia no formato do produto e nas posturas de comercialização. Tudo, porém, remetia a um esquema tradicional. As principais estações estavam ligadas a grandes conglomerados de televisão (ABC, CBS, NBC). No interior, predominava a pulverização dos donos.
Em 82, o Congresso americano passou a desregulamentar o mercado, acabando com diversas restrições que moldaram o rádio no imediato pós-guerra. As mudanças na lei coincidiram com o momento em que estes grupos realizavam grandes investimentos em TV a cabo e nas nascentes tecnologias de informação. Pelo tamanho de seu orçamento e faturamento (muito menor do que o da TV), o rádio ficou em segundo plano dentro da estratégia das empresas tradicionais. Desregulamentação mais desinteresse resultaram no surgimento de novos donos. Aquisições, fusões, grandes negócios realizados com a compra e venda das ações passaram a agitar um segmento marcado pela quase estagnação. Atentos e ágeis, os novos atores eram oriundos ou patrocinados pelo mercado financeiro. Tais grupos introduziram no rádio três ferramentas pouco utilizadas pelo rádio tradicional: o uso intensivo da engenharia financeira, da tecnologia e do marketing muito agressivo.
A principal alteração da lei, cujo efeito seduziu o mercado financeiro, foi o fim da restrição para a compra e venda de emissoras. Antes de 82, por exemplo, um comprador só podia pensar em eventual revenda de emissora após decorridos cinco anos. Esta flexibilidade transformou o rádio numa fonte de investimento como outra qualquer, uma commoditie atraente.
Em pouco tempo, a pulverização deu lugar a gigantes (Chancellor, da Hicks Muse tem 450 emissoras; a Infinity, da ex-CBS, tem quase 200) que levaram ao mercado do rádio a mesma lógica já conhecida nos demais setores da economia. Reconhecidas pela capacidade de exibir números invejáveis de rentabilidade, as rádios ainda movimentavam somas comparativamente menores do que outros veículos. Passaram, com a economia de escala e uso da tecnologia, a baratear a operação a níveis desconhecidos. Com as técnicas agressivas do marketing conseguiram revitalizar e arejar o meio também no que se refere às opções de negócios para anunciantes.
Por volta de 1985, o Congresso americano finalizou intenso debate envolvendo a FCC, empresários, a poderosa National Association of Broadcasters (a NAB). Os deputados e senadores demonstravam preocupação com as conseqüências da falta de controle ou de restrições para que grupos comprassem e vendessem emissoras. Tinham receio também da possibilidade aberta para que o mesmo grupo fosse proprietário de mais de uma emissora na mesma cidade. No final, concluiu que o sistema radiofônico estava pronto para funcionar de acordo com as forças do mercado.
O resultado prático destas mudanças pode ser melhor compreendido com os exemplos abaixo:
* Nos anos 70, algumas rádios de grandes cidades foram vendidas por preço que variou de US$ 5 a US$ 7 milhões. No final dos anos 80, algumas emissoras nas mesmas cidades foram vendidas por preço que variou de US$ 40 a US$ 80 milhões.
* O total de vendas das rádios dos EUA pulou de US$ 602 milhões em 82 para US$ 2.56 bilhões em 85, para US$ 3.45 bilhões em 88, chegou a US$ 12.4 bilhões em 96 e, segundo projeções, vai bater US$ 23 bilhões em 2006. Crescimento de 6,6% ao ano.
Brasil, 1999. Todos os setores da economia foram devorados na competição internacional. Bancos, autopeças, siderurgia, setores exportadores de produtos agrícolas, grupos de alta tecnologia, supermercados, tudo passou para o controle de grupos estrangeiros. Quem não quis se render a isso, juntou-se ao inimigo, como no caso da fusão Brahma/Antarctica.
Ainda não temos a idéia exata do que vai acontecer com o nosso mercado a partir da permissão para abertura das empresas ao capital estrangeiro. Um indicativo é a rapidez como a Hicks Muse posicionou-se no mercado brasileiro: comprou o Corinthians e a principal empresa de marketing esportivo (Traffic), além de manter aliança para exploração da TV a cabo. Era um grupo desconhecido há menos de cinco meses. Hoje, está nos jornais como personagem central na possibilidade de investimento no esporte e dita o rumo que outros clubes estão tentando.
É improvável que grupos com acesso ao dinheiro farto e comparativamente barato dos fundos de pensão não tenham estudado um mercado do tamanho do nosso de todas as formas possíveis. À aprovação do projeto que autoriza a entrada do capital estrangeiro no mercado brasileiro, vai se seguir uma revolução rápida (e traumática! ). A mesma concentração de emissoras ocorrida nos EUA será perseguida aqui. O mercado vai sofrer uma depuração. Prepare-se! Quem é dono de rádio, será convidado a vendê-la ou acabará empurrado para uma associação ou fusão. Será cada vez mais difícil ser proprietário de uma rádio só. Quem trabalha em rádio, independentemente do cargo, deve ir se acostumando a procedimentos consagrados em outras atividades econômicas: cumprimento rigoroso do orçamento, planejamento, controle, pesquisa, compromisso com metas e rentabilidade. Nos processos internos, isso significa, inclusive a eliminação de postos de trabalho e da diminuição importante de tudo aquilo que não esteja diretamente ligado à atividade-fim do veículo: produzir e vender.
Marcelo Parada, 38 anos, é diretor de Jornalismo da Rádio Bandeirantes de São Paulo. Foi diretor de jornalismo da Rádio Eldorado AM, onde criou o ouvinte-repórter. Liderou campanha pelo fim da obrigatoriedade da Voz do Brasil
Fonte: The remaking of radio - Vincent Ditingo
Local Radio Journalism - P. Chantler e S. Harris
Columbia Magazine o Journalism
Rádio_Nova Era
A NOVA ERA DO RÁDIO: O DISCURSO DO RADIOJORNALISMO ENQUANTO
PRODUTO INTELECTUAL ELETRÔNICO
Oralidade Virtual e Cultura Letrada
Em países semi-periféricos do mundo ocidental, como no caso do Brasil, parcelas significativas da população têm passado da pré-modernidade à pós-modernidade sem que tenham transitado pela modernidade tal como foi vivida nos centros hegemônicos europeus ou anglo-saxões. Milhares de camponeses analfabetos, que há uma década não conheciam a eletricidade, hoje consomem rádio, TV e vídeo-filmes e inscrevem seus filhos em cursos de computação.
Num contexto de tal complexibilidade é grande a dificuldade de isolar e distinguir uma oralidade primária que possa ter sobrevivido de formas combinadas com a tradição escrita e as técnicas mais recentes de registro da linguagem e do pensamento, desenvolvidas pela eletrônica. A partir de Adorno, Horkheimer e Benjamin, para quem o olho representava a forma da sensibilidade moderna enquanto o ouvido representava a arcaica, OLIVEN (1993:63) observa que "há uma tendência de considerar a oralidade como se fosse uma sobrevivência cultural que nos foi legada pelos primórdios da humanidade e a ser superada com o progresso da ciência e principalmente com a universalização da alfabetização."
Refletindo a cultura em que estão imersos, intelectuais de formação erudita, e até mesmo jornalistas formados nos meios impressos desprezam o rádio (e a TV) como veículos a priori incompatíveis com o pensamento autêntico. Em parte, este preconceito parece ter prevalecido nas concepções sobre o potencial do rádio como meio de comunicação: concebido como veículo de comunicação ideal para alcançar os analfabetos, e tendo a sua morte repetidamente anunciada (como participante do mesmo atraso identificado na oralidade de seu presumido público), ele, no entanto, sobrevive e, surpreendentemente, representa hoje um meio de informação preferencial para os setores mais letrados da população (SCHULBERG, 1989).
Esta evolução, no sentido inverso do esperado, coloca em questão a qualificação vigente no senso comum, e mesmo nos meios profissional e acadêmico, que posicionam o rádio como um meio de expressão identificado com a oralidade. A hipótese colocada por este trabalho é de que essa oralidade é virtual, aparente, e só se realiza num processo de produção estruturado com base na escrita e em formas de registro eletrônico.
O fato do rádio aparentar uma oralidade dificulta a sua diferenciação desta forma cronologicamente anterior de expressão pela simples observação de seu discurso. A estratégia pedagógica vigente na maior parte dos cursos de rádio em escolas de jornalismo, que procura enfatizar esta aparência de oralidade como diferença da linguagem do veículo em relação à escrita, embora justificada por uma hegemonia dos conceitos do jornalismo impresso observável nestes cursos, acaba por contribuir para esta dificuldade de distinção. O discurso da rádio e o discurso oral têm muitas semelhanças e pontos de contato. As diferenças entre os dois discursos não são evidentes ao observador desatento e teoricamente desarmado.
O rádio e as tecnologias intelectuais
A questão das tecnologias intelectuais tem sido ressaltada por uma corrente de estudos que investiga a mediação das técnicas na estruturação e comunicação do pensamento e, em consequência, da construção social da realidade na práxis humana. Esta corrente teve um marco fundamental na obra de Jack GOODY (1977), que demonstrou como a alteração da forma de enunciação verbal, com o advento da escrita, possibilitou a domesticação do "pensamento selvagem", descrito por LÉVI-STRAUSS, na origem da civilização. Na mesma linha, Walter ONG (1982) investigou as diferenças - na produção e distribuição de conhecimento - entre sociedades com base tecnológica oral e escrita, e a partir disso definiu características específicas da nova forma de oralidade criada pela tecnologia eletrônica. O impacto da eletrônica enquanto tecnologia da inteligência, expressa no complexo informático-mediático, é a questão central na investigação de Pierre LÉVY (1990). O trabalho destes três autores estabelece a base teórica a partir da qual definimos o discurso do rádio como produto intelectual eletrônico, que se distingue tanto da oralidade quanto da escrita.
Como observou SCHIFFER (1991), o rádio foi o primeiro artefato eletrônico a penetrar no espaço doméstico. Esta condição eletrônica que está na sua origem muitas vezes é obscurecida quando se contrapõe uma "era do rádio" que pertenceria ao passado a uma outra "era da imagem" que definiria o presente e apontaria para o futuro. Como parece evidente, o rádio não terminou com o fim do que seria a "sua era". A melhor maneira de explicar isto é compreender que não foi nem o som nem a imagem que estabeleceram novas eras, mas sim a tecnologia eletrônica: tanto o rádio como a TV pertencem à era da informação, e o rádio foi a manifestação mais precoce da era eletrônica na comunicação de massa.
Uma pista desta precocidade pode ser encontrada na primeira utilização que o público fez do rádio. Na década de 90, com a explosão da Internet e a popularização do uso dos controles remotos, surge o conceito de "navegação" para dar conta do que seria uma nova forma de fruição dos produtos culturais, caracterizada pela interatividade e marcada pelo zapping permanente entre uma oferta infindável de enunciados. Pode-se dizer até que essa nova forma de fruição da cultura é uma característica da era eletrônica. O que pouca gente sabe é que ela surgiu há mais de setenta anos, de uma forma natural, com as primeiras emissoras de rádio.
SCHIFFER (1991:60), que estudou o rádio na perspectiva do arqueólogo, registra que essa era a forma dominante de ouví-lo, na década de 20, nos Estados Unidos. Como ocorre hoje com as páginas da Internet, naquela época ninguém pensaria em se deter por muito tempo numa única emissora. A sensação provocada pelo novo meio era justamente a de ser capaz de captar as emissões mais variadas possíveis, originadas nos mais longínquos locais. Diversas revistas norte-americanas da época fizeram sucesso promovendo concursos entre rádio-ouvintes, em que eram premiados os que comprovavam ter captado o maior número de emissoras. Para os adeptos do hobby, os programas das primeiras emissoras de rádio, independente do conteúdo, soavam como extremamente tediosos. O que importava a eles era ouvir o quanto antes a identificação da emissora, para partir para outra sem demora.
Essa forma espontânea de utilizar o meio não pôde ser compreendida naquele tempo como uma possibilidade, apenas como uma limitação. O rádio nascia eletrônico, mas suas perspectivas eram avaliadas por uma cultura letrada. Para dominar o veículo, esta cultura precisou retalhar o seu fluxo eletrônico sem começo nem fim, e que só pôde ser compreendido como possibilidade nos últimos vinte anos. A lógica do compromisso com hora marcada tanto para começar quanto para terminar, importada do mundo dos espetáculos, inventou os programas, organizou os conteúdos e acabou por se impor, disciplinando o público.
O princípio da obra fechada, que orientou a lógica dos programas, representou uma conquista da tecnologia da escrita em relação às anteriores culturas orais. Como destaca SEMPRINI (1994), "por longo tempo, ao menos por toda a idade clássica e moderna, a produção estética é construída em torno da noção de obra, seja ela texto (no sentido escritural do termo), quadro, composição musical, plástica, teatral, cinematográfica. Nesta cultura estética geral, cada obra possui uma forte individualidade e um caráter próprio. Ela é considerada como um elemento discreto, claramente separado, em termos conteudísticos e sobretudo formais, de outras obras, por mais afinidades que tenham entre si." Para o autor, tal noção de obra é dominante na doxa cultural e científica até uma data muito recente, e retardou a aceitação da programação de rádio em fluxo contínuo, em oposição à rádio de programas, que se impõe atualmente como uma tendência, e representaria assim, mais do que uma evolução, um destino, inerente à natureza eletrônica que já estava na origem do rádio.
Além da metáfora da obra, a cultura letrada impôs ao rádio a hegemonia do texto na composição de sua linguagem. A palavra é um fenômeno sonoro que a escrita, em princípio, apenas imita. No entanto, no estágio atual de desenvolvimento de nossa civilização, a escrita enquanto tecnologia da palavra se autonomizou, criando seus próprios caminhos e distanciando-se do oral. Esta autonomização, intensificada pela tipografia, é que permitiu o surgimento de novas formas de pensar e de dizer a realidade, tal como a ciência moderna ou o jornalismo (ONG, 1982).
A dificuldade que acompanha o discurso do rádio informativo desde a sua origem é encontrar uma maneira de expressar de forma sonora um conteúdo que tomou forma originalmente na tecnologia da imprensa. O jornalismo impresso operava com a palavra, porém com a palavra estática, "congelada" em forma de escrita. Ao se aventurar pela primeira vez no terreno da palavra elástica, "em estado líquido", o gênero se defrontou com uma série de situações inteiramente novas.
No início, "o radiojornal procura em tudo e por tudo reproduzir as características da imprensa". Os hábitos e convenções da página impressa são transferidos para o novo meio da maneira mais literal possível, "indo assim ao encontro com os costumes dos leitores de jornal" (GONÇALVES, 1956:36-44). Títulos quase gritados, com os artigos suprimidos, e a ideia de uma "paginação" rígida com seções fixas e "espaços" limitados por assunto, originam-se neste esforço de transposição fiel da experiência gráfica através do "jornal falado".
Desta maneira, a linguagem do radiojornalismo foi pensada naturalmente como uma nova forma de apresentação da mesma mensagem escrita. Tudo o que era dito ao microfone deveria ter sido escrito antes, tanto como modo de controle do conteúdo quanto como garantia de correção. A BBC de Londres chegou a produzir até scripted discussion, debates em que as participações eram previamente gravadas, transcritas no papel, "corrigidas" e só então levadas ao microfone da emissora pelos mesmos participantes, que liam suas próprias palavras anteriores tentando "reproduzir a naturalidade" original (HORSTMANN, 1988:11). O condicionamento dos profissionais pela máquina de escrever era tão forte que muitos se confessaram "inseguros" e "perdidos" com o surgimento de programas que aboliam a etapa textual da produção, utilizando a fala de repórteres pelo telefone.
A preocupação com o conteúdo mais do que com a forma, as dificuldades de comunicação deste conteúdo pelo meio invisível e os condicionamentos organizacionais de seu modo de produção contribuiram para moldar a linguagem inicialmente adotada pelo radiojornalismo por um esforço extremo de simplificação. A "lei da economia" aplicada à linguagem do radiojornalismo fez com que inicialmente ela fosse pensada exclusivamente enquanto texto. Tal postura tinha como contrapartida o locutor absolutamente neutro, despessoalizado, mero "instrumento de estúdio".
O padrão de "sobriedade de locução" que vigorou então, e que ainda hoje é tido como o ideal em muitas emissoras voltadas para um público de elite, foi buscado, significativamente, como relata FORD (1969:110), na forma contida adotada pelos jornalistas na cobertura de cerimônias fúnebres. No entanto, a contenção ensaiada nunca foi suficiente para dotar a voz humana de uma neutralidade que é, de fato, impossível. BARTHES (1973:116) distingue em toda a fala um grão da voz.
Além de um componente psicológico inseparável, BARTHES também localiza na fala a explicitação de uma variável sócio-linguística, "os falares diferem de grupo para grupo, e cada homem é prisioneiro de sua linguagem: fora da sua classe, a primeira palavra marca-o, situa-o inteiramente e expõe-o com toda a sua história. O homem é oferecido, entregue pela sua linguagem, traído por uma verdade formal que escapa às suas mentiras interesseiras ou generosas (BARTHES, 1964:67)."
Assim, se a contenção da voz pode disfarçar sua expressividade mímica, é completamente inócua para ocultar sua fisionomia (na analogia teatral de ARNHEIM, 1936). E a fisionomia da voz que se queria "neutra" no jornalismo deveria conotar a confiança, a autoridade, a correção, a elegância e a superioridade cultural da classe social que controlava a emissão. A BBC, que ditava padrões internacionais de "radiogenia", exigia de seus locutores que lessem as notícias vestidos a rigor, com roupas de grife (LEWIS & BOOTH, 1989:96).
O grão da voz é tanto mais importante na medida em que se considere as diversas funções semióticas que desempenha na comunicação radiofônica. No radiojornalismo, a voz do locutor informa não apenas o conteúdo das notícias, mas funciona igualmente como signo indexical que informa o programa e a emissora em que o ouvinte está sintonizado. A presença humana inerente à vocalização torna-se desta forma inseparável da presença institucional, ao mesmo tempo em que a presença institucional se manifesta apenas através da mediação humana. Tal ambiguidade dissolve convenções estabelecidas no jornalismo impresso para separar informação de opinião, e obriga as emissoras a conterem tanto a própria subjetividade quanto a de seus profissionais, como única forma de resguardar cada uma delas de uma identificação indesejada.
A identificação da voz pelo ouvinte estabelece também o contexto comunicativo, sinalizando os diferentes momentos da programação: distingue o que deve ser acreditado enquanto informação jornalística do que deve ser percebido como propaganda ou assumido como pura brincadeira para fins de entretenimento. A necessidade de demarcar fronteiras entre os diversos gêneros faz com que as emissoras procurem distinguir as vozes que aparecem em diferentes momentos da programação.
Na informação jornalística, o jogo de vozes não serve apenas para estabelecer um ritmo que ajude a manter a atenção do ouvinte, embora esta seja a sua intenção principal. A intercalação também sinaliza mudanças de assunto e de procedência das notícias, os diversos timbres e situações acústicas informam sobre a identidade e o contexto dos falantes. A qualidade de som estabelece
também uma hierarquia de vozes: na base o entrevistado, com postura amadora; acima dele o repórter, treinado com o microfone; no ápice o apresentador no estúdio, com as melhores condições de emissão. O estúdio insonorizado cria distanciamento em relação aos acontecimentos noticiados, enfatizando o controle sobre os conteúdos que deve ser exercido pelo apresentador (CRISELL, 1986:90).
A função mediadora que o jornalismo assume - entre os diversos discursos produzidos na sociedade e o seu público - faz com que processe e absorva em seu conteúdo os atos de fala de diferentes atores sociais. O gênero jornalístico é fortemente marcado pela intertextualidade e seus enunciados caracterizados quase sempre por um sentido polifônico: raramente é apenas o jornalista que fala, normalmente mescla sua fala com discursos de outrem que reproduz (FAIRCLOUGH, 1995:89). No rádio, a intertextualidade polifônica do discurso jornalístico encontrou a sua forma atual de expressão numa segunda fase da história do meio, com a universalização do uso do telefone e da gravação magnética.
Os novos meios tecnológicos provocaram uma abertura da programação para uma larga gama de vozes e de discursos, expondo, por contraste, a artificialidade da anterior fala amarrada ao texto. Em consequência, o conceito excludente de radiogenia será necessariamente revisto e até certo ponto superado por um novo contexto comunicativo.
Com a substituição das vozes, a palavra dominante no rádio também foi aos poucos mudando de natureza: "o falado-escrito cedeu seu posto a uma versão mais decisivamente informal, o falado-falado " (SIMONE, cit. in MENDUNI, 1994:43). A fala no rádio assume um aspecto mais natural. No entanto, a análise do modo de produção desta nova fala desfaz o equívoco bastante comum de equipará-la com uma fala natural.
Utilizando a metodologia de análise da conversação, GOFFMAN (1981:227) distingue três bases de produção da fala numa sociedade letrada: a recitação (de um texto memorizado), a leitura em voz alta (de texto ou de números não memorizados) e a fala de improviso ou instantânea (que seria "a composição e codificação simultânea do texto sob a exigência de resposta imediata à audiência numa situação corrente"). A fala no rádio resulta de uma combinação destas três bases de produção.
GOFFMAN observa que cada base de produção da fala exige um determinado tipo de competência adquirida. A competência exigida de um profissional de rádio exige não somente a capacidade de manejo da fala nas diversas bases apontadas, mas também na sua combinação, de forma a que o produto final torne-se fluente, ocultando o esforço de produção por uma aparência de espontaneidade. A espontaneidade da fala ao microfone do rádio distingue-se assim por ser espontaneidade planejada. Conforme Walter ONG, "a oralidade eletrônica é essencialmente uma oralidade mais deliberada e autoconsciente. (...) Prepara as coisas cuidadosamente para ter a certeza de que saem verdadeiramente espontâneas" (cit. in THORINGTON, 1993:179).
A diferença entre a espontaneidade produzida na fala natural e a espontaneidade autoconsciente produzida no rádio deixa clara a distância que existe entre o enunciado radiofônico e uma possível "naturalidade". A noção de naturalidade, porém, é empregada na literatura técnica como antítese em relação à fala de base exclusivamente escrita que caracterizou o período histórico do locutor impessoal. Na falta de instrumentos teóricos mais adequados, a noção de naturalidade serve também para dar conta de uma fala que se tornou mais complexa e passou a admitir maior variação, ao considerar a existência de um segundo nível de significação representado pelos componentes analógicos da fala.
WATZLAWICK, BEAVIN & JACKSON (1967:57), definem comunicação analógica como toda a comunicação não-verbal, abrangendo nesta classificação uma série de variáveis observadas na fala, como inflexão da voz, sequência, ritmo e cadência das palavras, "assim como as pistas comunicacionais infalivelmente presentes em qualquer contexto em que uma interação ocorra". A comunicação analógica, ligada a impulsos do inconsciente que remontam às origens ancestrais da espécie humana, não seria passível de um completo domínio racional, por seus aspectos necessariamente ambíguos e contraditórios. Daí a dificuldade de controlar tecnicamente este segundo nível de significação da fala radiofônica, e o apelo à "naturalidade" como sugestão de que pode mais facilmente ser apreendido na prática, da mesma forma como se apreende a língua materna.
Em consequência, os padrões de emissão sonora do discurso jornalístico quase sempre fazem parte de um repertório de conhecimentos profissionais incorporados de forma inconsciente, por mimetismo cultural (BEHLAU & ZIEMER, cit. in NUNES, 1993:149). Quando muito, tal informação técnica é tratada no ambiente de trabalho de um modo tipicamente oral, na solução de problemas pontuais eventualmente detectados com base na sensibilidade e na experiência, mas sem uma apropriação consciente que permita uma utilização mais produtiva de seus recursos.
No entanto, o fato dos padrões de enunciação vocal do radiojornalismo não serem conscientizados não implica em que não existam ou que possam ser comparados à fala natural. Como observa mais uma vez BARTHES, a fala não é "por si só, fresca, natural, espontânea, verídica, expressiva de uma espécie de interioridade pura; bem pelo contrário, a nossa palavra (sobretudo em público), é imediatamente teatral, vai buscar as inflexões (no sentido estilístico e lúdico do termo) a todo um conjunto de códigos culturais e oratórios: a palavra é sempre tática" (BARTHES, 1981:9-10). No mesmo sentido, GUIRAUD (1993:48) propõe que no código prosódico da fala "indícios de origem natural estão de fato altamente socializados e convencionados, como o mostra a dicção dos atores".
De fato, o teatro desenvolveu inclusive um termo técnico para dar conta deste nível suplementar de significação da palavra falada: o subtexto (STANISLAVISKI, cit. in BALSEBRE, 1994:57). Nas artes cênicas, o subtexto pertence mais ao campo de atuação dos diretores do que ao dos roteiristas, e define a modulação das palavras do texto na interpretação dos atores, de modo a
compor o seu significado em função dos objetivos de cada fala no conjunto da obra. No rádio, o subtexto se expressa unicamente através do uso da voz, que substitui a mímica visual. A curva melódica, o ritmo e as ênfases tônicas utilizadas repetidamente constituem códigos que permitem aos ouvintes situar imediatamente o texto da fala.
A maneira espontânea como estes códigos são aprendidos e internalizados é o que dificulta a compreensão de sua especificidade radiofônica e a sua diferenciação em relação a uma linguagem "natural". Mas a naturalidade que passou a ser perseguida como um valor pelos profissionais do rádio só pode ser comparada com aquela pretendida anteriormente pelo cinema, para distinguir a sua forma de representação dos modos exagerados da atuação teatral desenvolvidos nos palcos. Além do "planejamento da fala espontânea", e do subtexto socializado, a comunicação radiofônica tem em comum com o audiovisual outra situação artificial: a presença de um espectador desconhecido, um terceiro não participante das interações construídas, e que é para quem está efetivamente direcionada toda a fala produzida. A intencionalidade de audiência da fala é que justifica a situação comunicativa e, em função dela, a fala segue padrões convencionais, em grande parte compartilhados com esta audiência.
A superação da escrita pelo jornalismo eletrônico do rádio passou primeiro pela reafirmação dos padrões estabelecidos pelo jornalismo escrito. Mas a nova forma adotada pelo jornalismo sonoro, com a agregação ao texto de um subtexto (presente na arcaica comunicação oral e remodelado por um novo contexto comunicativo) e dos demais elementos da linguagem sonora (música, ruídos, silêncio) evoluiu num novo gênero de discurso, que se expressa pela composição de um supertexto, impossível de ser produzido apenas com os recursos da escrita e impensável numa cultura oral.
A lógica da cultura letrada passou então a ver o discurso do rádio como algo mais do que apenas texto, mas ainda assim como uma forma de escrita. Por esta lógica, em todos os manuais a linguagem do rádio é apresentada então como uma composição de palavra falada, música, ruídos e silêncios. Na verdade, esta composição não descreve exatamente a linguagem do rádio, descreve antes a linguagem fonográfica. O supertexto radiofônico se caracteriza não apenas pela agregação de um subtexto ao texto propriamente dito, mas também pela sua enunciação em tempo real.
O século XIX assistiu ao alvorecer de uma nova concepção de escritura. A fotografia, o cinema e o fonógrafo, propunham uma nova forma de registro das manifestações da natureza e das culturas humanas, capazes de captar de maneira simultânea e automática uma grande variedade de nuances e tons (de luz ou de som). No plano da linguagem, estas formas de registro mecânico (depois aperfeiçoadas pela eletrônica) permitiram conservar e reproduzir em qualquer tempo e lugar os componentes analógicos que anteriormente eram prisioneiros da situação da enunciação. Repetia-se assim, agora com as linguagens analógicas, o salto que anteriormente a escrita possibilitara ao modificar a enunciação dos componentes digitais da fala.
Mas o discurso do rádio não se limita a uma nova escritura feita pela composição de sons. O discurso do rádio é isso e algo mais, e este algo mais é dado por sua enunciação em tempo real. A radiodifusão distingue-se da imprensa por sua condição ao vivo, e é percebida como tal, o que provoca um forte efeito de realidade e, através dele, a empatia do público. Porém, a simultaneidade a que esta condição idealmente se refere, no caso do radiojornalismo, ocupa apenas uma parcela do tempo do fluxo. Esta parcela é geralmente menor do que aparenta, uma vez que a condição fonográfica de um enunciado raramente é explicitada, enquanto os momentos de transmissão direta tem sempre esta condição enfatizada e, não raramente, simulada.
Por outro lado, a característica viva do discurso do rádio não é mera simulação. Como destaca SCANNEL (1991:1), "Rádio e televisão são meios ao vivo. Como o telefone, a fala que eles produzem existe em tempo real: o momento de sua pronúncia e o momento de sua audição são o mesmo momento. Nos primeiros dias tanto do rádio como da TV todas as transmissões eram ao vivo. Em ambos os casos, o desenvolvimento de tecnologias para gravar a fala chegou consideravelmente depois e, embora hoje muitos programas sejam pré-gravados, isso é feito de forma a preservar o efeito do ao vivo. (...) O caráter vivo da radiodifusão, o seu senso de existência em tempo real - o tempo do programa correspondendo ao tempo de sua recepção - é um efeito intrínseco ao meio. A fala que sai do rádio e da televisão é reconhecida como produzida em instituições com existência atual, intencionada e dirigida para membros do público com existência atual, que a recebem nas circunstâncias do mundo real".
A observação do papel predominante do fonográfico no discurso do radiojornalismo, por um lado, e do caráter efetivamente vivo do enunciado radiofônico, por outro, conduz a um paradoxo: o rádio faz ao vivo um discurso predominantemente fonográfico. O significado deste vivo, porém, requer uma maior elucidação para que a ambiguidade possa ser superada.
A condição ao vivo só é total e permanente no fluxo do rádio no que diz respeito a uma única simultaneidade: entre enunciação e recepção. A dissecação do conceito permite isolar esse primeiro nível em que o vivo se dá. O vivo em primeiro grau está presente no rádio desde a sua origem e é uma condição da qual não pode se separar. A simultaneidade enunciação/recepção presente no vivo em primeiro grau não implica necessariamente a simultaneidade entre o tempo de produção do enunciado e sua enunciação. Pelo contrário, o enunciado pode ter sido produzido antecipadamente, como no caso de um programa gravado.
O vivo em primeiro grau refere-se assim ao paralelismo do tempo do enunciado com o tempo da vida real (o tempo do relógio), paralelismo este que atinge a sua expressão máxima no fluxo contínuo. Funcionando 24 horas por dia, o rádio atinge a isocronia absoluta com o tempo da vida real, provocando a torsão na linha do tempo de programação que passa a ser representada visualmente por uma espiral infinita.
O vivo que caracteriza o rádio torna-se mais intenso conforme a forma de produção do enunciado. Um texto escrito, memorizado ou planejado antecipadamente para ser interpretado no rádio, embora não caracterize ainda a dupla simultaneidade da transmissão direta, agrega à primeira simultaneidade do discurso mais um elemento vivo - a interpretação do locutor. Por isso, o discurso produzido pela apresentação de um texto ao microfone, embora mantenha as características de um conteúdo produzido antecipadamente, pode ser considerado um vivo em segundo grau.
Em termos da composição do discurso do rádio informativo, a incorporação da fonografia na rotina de produção das emissoras, num segundo momento de sua existência, trouxe mudanças consideráveis. Todas as conquistas representadas pela escrita, enquanto tecnologia intelectual, no campo do processamento linguístico, tornaram-se acessíveis no campo da expressão sonora: a objetivação, o transporte, a conservação, o distanciamento, a montagem a posteriori, o fechamento - enfim, o a enunciação diferida em sua potencialidade plena, tal qual havia se desenvolvido em suporte espacial, era agora viável também numa linguagem temporal.
O diferido libertou a expressão sonora da tirania do presente extratextual, permitindo ao discurso do radiojornalismo reassumir totalmente o domínio sobre a definição dos limites da atualidade. No entanto, não alterou a primeira simultaneidade deste discurso, entre enunciação e recepção, que caracteriza o seu caráter vivo em primeiro grau. A forma sistemática e intensa como o elemento fonográfico foi incorporado no discurso do rádio, e o fato da produção de uma coisa e outra se confundirem na rotina das emissoras, tem dificultado a possibilidade de discernir entre elas. Acrescida a limitação teórica da maior parte dos estudos linguísticos que, para dissecar uma língua, como o corpo de um animal, quase sempre precisam matá-la, compreende-se porque as tentativas de descrição e definição da linguagem do rádio não fazem esta distinção.
A linguagem do rádio, uma vez morta, uma vez considerada como linguagem dada, não se distingue em nada da linguagem fonográfica. O que a distingue é que ela não existe na realidade enquanto dada, existe apenas dando-se no discurso. Seja transmitindo em direto, seja transmitindo em diferido um produto fonográfico que assim atualiza, ou ainda combinando estes dois elementos, como normalmente o faz, o rádio transmite sempre no presente individual de seu ouvinte e no presente social em que está inserido, ou seja, num contexto temporal compartilhado entre emissor e receptor: o tempo real. Ao contrário, na fonografia, como no cinema, emissor e receptor estão separados no tempo e o contexto temporal não é compartilhado por eles.
Quando um enunciado diferido é incluído no macrotexto do fluxo radiofônico (uma declaração, uma reportagem, uma música), sofre uma mudança qualitativa. Cumpre função comunicativa diversa pela mudança do contexto. De enunciado autônomo, passa a fazer parte de um enunciado maior (um programa, uma programação) que tem outro autor, outra intenção, outra leitura, outra relação com a realidade. O objeto inanimado funciona então como prótese de um corpo vivo.
O vivo do rádio apresenta ainda outros níveis além do primeiro e segundo graus já descritos. Um terceiro, ainda intermediário, seria aquele em que não apenas a intepretação viva é agregada a um conteúdo diferido, mas a própria elaboração do conteúdo é realizada simultaneamente à enunciação, com a utilização predominante do improviso sem planejamento prévio. Embora tenha campo de utilização mais restrita no rádio informativo do que em outros gêneros radiofônicos, este vivo em terceiro grau aparece no fluxo em inúmeros momentos e situações, especialmente naqueles de interação verbal em tempo real ou quando um acontecimento inesperado exige uma resposta pronta, obrigando a emissora a uma postura tática.
O vivo em terceiro grau costuma ser apresentado ao público como transmissão direta, embora ainda não a caracterize no sentido estrito da expressão. Para que este seja caracterizado, é necessária a simultaneidade também do acontecimento relatado, completando a isocronia entre quatro tempos: o do acontecimento, o da produção do relato, o da enunciação e o da recepção. A conjunção desses quatro tempos é que distingue a transmissão direta no sentido pleno da palavra e que caracteriza, no fluxo do rádio informativo, o vivo em quarto grau, ou o seu mais alto grau possível.
A transmissão ao vivo possibilitada pela tecnologia eletrônica incluiu o momento presente no campo da noticiabilidade. O conhecimento do absolutamente efêmero, até então desprezado por uma tradição letrada que possuia como principal parâmetro de validação a posteridade, revela-se cada vez mais fundamental para a sobrevivência numa sociedade que se move em velocidade crescente. O rádio foi o primeiro meio de comunicação de massa a operar em tempo real, e esta característica estritamente eletrônica de combinar a transmissão direta com a diferida é que distingue a sua linguagem em relação à da fonografia.
Uma outra tentativa de enquadrar a linguagem do rádio na lógica da cultura letrada foi de explicá-la a partir dos parâmetros do cinema. O cinema é mais velho do que o rádio como meio de comunicação, e quando o rádio surgiu, já havia desenvolvido a sua sintaxe plano-sequência. Desde o início do rádio, foram feitas várias tentativas de adaptar esta sintaxe para o novo meio, produzindo filmes sonoros. Embora até hoje existam teóricos defendendo esta perspectiva , ela apresenta dois problemas insuperáveis: primeiro, não existe filme em tempo real. O filme sonoro seria então um produto fonográfico, mais do que radiofônico, a partir do momento em que se fez a distinção entre uma coisa e outra. Segundo, a ausência de parâmetros espaciais fixos na linguagem sonora invisível do rádio impede a distinção entre os planos e as sequências (FUZELIER, 1966). O plano só pode ser definido sobre uma imagem, precisa parâmetros espaciais fixos. A
linguagem do rádio é estritamente temporal.
Isso não significa que o rádio não possa criar imagens, conduzindo a imaginação do ouvinte. A diferença é que essas imagens interiores, produzidas na mente, não podem ser confundidas com as imagens que se vê numa tela. São imagens muito mais ricas - podem comportar três dimensões, e também incluir
sensações táteis, olfativas, auditivas - e também muito mais econômicas: muitas vezes são dispensadas sem que isso prejudique a comunicação. Ao se ouvir um noticiário, por exemplo, ninguém fica imaginando o rosto do locutor ou o estúdio de onde fala, porque isso não é importante para a mensagem. Como destacou ARNHEIM, já em 1936, a seletividade e a versatilidade proporcionadas pela sua condição invisível que garantem a eficiência do discurso do rádio.
Para distinguir a linguagem do rádio tanto da fonografia como do cinema (estas concebidas na era mecânica, embora aperfeiçoadas depois pela eletrônica), é preciso definí-la como uma composição sonora invisível de palavra, música, ruído e silêncio, enunciada em tempo real. Esta definição comporta não apenas o rádio tradicional, difundido por diversar faixas de ondas de rádio-frequência (AM, FM, OC, etc.), mas também as possibilidades que estão sendo abertas para a difusão do rádio no presente e no futuro próximo, como no caso da transmissão por cabo, por satélite, ou pela Internet. A identidade do rádio na era eletrônica não se localiza mais na forma como é difundido, mas na especificidade de seu discurso sonoro, invisível, enunciado por diversos meios em tempo real.
Fonte: por Eduardo MEDITSCH, Professor da UFSC, Doutor em Jornalismo
Comunicação ao GT Rádio
XX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
Santos, 1997
Bibliografia
BALSEBRE, Armand
1994 El Lenguaje Radiofónico. Madrid, Cátedra.
BARTHES, Roland
1964 Le Degré Zero de l'Écriture. ut. trad. portuguesa: O Grau Zero da Escritura. Lisboa, Edições 70, 1989.
1973 Le Plaisir du Texte. ut. trad. portuguesa: O Prazer do Texto. Lisboa, Edições 70, 1988.
1981 Le grain de la voix. ut. trad. portuguesa: O Grão da Voz. Entrevistas 1962-1980. Lisboa, Edições 70, 1982.
CRISELL, Andrew
1986 Understanding Radio. London and New York, Methuen.
FAIRCLOUGH, Norman
1995 Media Discourse. London, Edward Arnold.
FORD, Charles
1969 "Influence du micro sur la dramaturgie du réel" in TARDIEU et al. (1969) p. 97-118
FUZELIER, Etienne
1965 Le langage radiophonique. Paris, Institut des Hautes Etudes Cinématrographiques.
GOFFMAN, Erving
1981 Forms os Talk. Philadelphia, University of Pennsylvania Press.
GOODY, Jack
1977 Domestication of the Savage Mind. ut. trad. portuguesa: Domesticação do Pensamento Selvagem. Lisboa, Presença, 1988
GUIRAUD, Pierre
1993 La Sémiologie. ut. trad. portuguesa: A Semiologia. Lisboa, Presença, 1993
HAUSSEN, Dóris Fagundes
1993 (ed.) Sistemas de Comunicação e Identidades da América Latina. Porto Alegre, Edipucrs/Intercom.
HORSTMANN, Rosemary
1988 Writing for Radio. London, A & C Black (Publishers).
LÉVY, Pierre
1990 Les technologies de l'Intelligence - L'avenir de la pensée à l'ère informatique. ut. trad. portuguesa: As Tecnologias da Inteligência. O Futuro do Pensamento na Era Informática. Lisboa, Instituto Piaget, 1994
LEWIS, Peter M. & BOOTH, Jerry
1989 The Invisible Medium. Public, Commercial and Community Radio. ut. trad. espanhola: El medio invisible. Radio pública, privada, comercial y comunitaria. Barcelona, Paidós, 1992
MEDITSCH, Eduardo
1996 A Especificidade do Rádio Informativo. Tese de Doutorado. Lisboa, FCSH/UNL.
MENDUNI, Enrico
1994 La Radio Nell'era Della TV: Fine di un compresso d'inferiorità. Bologna, Il Mulino.
NUNES, Mônica R. F.
1993 O mito no rádio: a voz e os signos de renovação periódica. São Paulo, Annablume.
OLIVEN, Ruben George
1993 "Nas bocas - a oralidade nos tempos modernos" in HAUSSEN (1993b) p. 61-64
ONG, Walter
1982 Orality & Literacy: the technologizing of the word. London, Routledge.
SCANNELL, Paddy
1991 (ed.) Broadcast Talk. London, Sage.
SCHIFFER, Michael Brian
1991 The Portable Radio in American Life. Tucson, The University of Arizona Press.
SCHULBERG, Bob
1989 Radio Advertising: The Authoritative Handbook. ut. trad. mexicana: Publicidad Radiofónica: el manual autorizado. McGraw-Hill/Interamericana de México, 1992
SEMPRINI, Andrea
1994 Il flusso radiotelevisivo: France Info e CNN tra informazione e attualitá. Torino, Rai/Nuova Eri.
STRAUSS, Neil & MANDL, Dave
1993 (eds.) Radiotext(e). New York, Semiotext(e).
TARDIEU, Jean et al.
1969 Grandeurs et faiblesses de la radio: Essai sur l'évolution, le rôle créateur et la portée culturelle de l'art radiophonique dans la société contemporaine. Paris,
Unesco.
THORINGTON, Helen
1993 "The Noise of the Needle" in STRAUSS & MANDL (1993) p. 178-180
WATZLAWICK, Paul, BEAVIN, Janet Helmick & JACKSON, Don D.
1967 Pragmatics of Human Communication. ut. trad. brasileira: Pragmática da Comunicação Humana. São Paulo, Cultrix, 1993
PRODUTO INTELECTUAL ELETRÔNICO
Oralidade Virtual e Cultura Letrada
Em países semi-periféricos do mundo ocidental, como no caso do Brasil, parcelas significativas da população têm passado da pré-modernidade à pós-modernidade sem que tenham transitado pela modernidade tal como foi vivida nos centros hegemônicos europeus ou anglo-saxões. Milhares de camponeses analfabetos, que há uma década não conheciam a eletricidade, hoje consomem rádio, TV e vídeo-filmes e inscrevem seus filhos em cursos de computação.
Num contexto de tal complexibilidade é grande a dificuldade de isolar e distinguir uma oralidade primária que possa ter sobrevivido de formas combinadas com a tradição escrita e as técnicas mais recentes de registro da linguagem e do pensamento, desenvolvidas pela eletrônica. A partir de Adorno, Horkheimer e Benjamin, para quem o olho representava a forma da sensibilidade moderna enquanto o ouvido representava a arcaica, OLIVEN (1993:63) observa que "há uma tendência de considerar a oralidade como se fosse uma sobrevivência cultural que nos foi legada pelos primórdios da humanidade e a ser superada com o progresso da ciência e principalmente com a universalização da alfabetização."
Refletindo a cultura em que estão imersos, intelectuais de formação erudita, e até mesmo jornalistas formados nos meios impressos desprezam o rádio (e a TV) como veículos a priori incompatíveis com o pensamento autêntico. Em parte, este preconceito parece ter prevalecido nas concepções sobre o potencial do rádio como meio de comunicação: concebido como veículo de comunicação ideal para alcançar os analfabetos, e tendo a sua morte repetidamente anunciada (como participante do mesmo atraso identificado na oralidade de seu presumido público), ele, no entanto, sobrevive e, surpreendentemente, representa hoje um meio de informação preferencial para os setores mais letrados da população (SCHULBERG, 1989).
Esta evolução, no sentido inverso do esperado, coloca em questão a qualificação vigente no senso comum, e mesmo nos meios profissional e acadêmico, que posicionam o rádio como um meio de expressão identificado com a oralidade. A hipótese colocada por este trabalho é de que essa oralidade é virtual, aparente, e só se realiza num processo de produção estruturado com base na escrita e em formas de registro eletrônico.
O fato do rádio aparentar uma oralidade dificulta a sua diferenciação desta forma cronologicamente anterior de expressão pela simples observação de seu discurso. A estratégia pedagógica vigente na maior parte dos cursos de rádio em escolas de jornalismo, que procura enfatizar esta aparência de oralidade como diferença da linguagem do veículo em relação à escrita, embora justificada por uma hegemonia dos conceitos do jornalismo impresso observável nestes cursos, acaba por contribuir para esta dificuldade de distinção. O discurso da rádio e o discurso oral têm muitas semelhanças e pontos de contato. As diferenças entre os dois discursos não são evidentes ao observador desatento e teoricamente desarmado.
O rádio e as tecnologias intelectuais
A questão das tecnologias intelectuais tem sido ressaltada por uma corrente de estudos que investiga a mediação das técnicas na estruturação e comunicação do pensamento e, em consequência, da construção social da realidade na práxis humana. Esta corrente teve um marco fundamental na obra de Jack GOODY (1977), que demonstrou como a alteração da forma de enunciação verbal, com o advento da escrita, possibilitou a domesticação do "pensamento selvagem", descrito por LÉVI-STRAUSS, na origem da civilização. Na mesma linha, Walter ONG (1982) investigou as diferenças - na produção e distribuição de conhecimento - entre sociedades com base tecnológica oral e escrita, e a partir disso definiu características específicas da nova forma de oralidade criada pela tecnologia eletrônica. O impacto da eletrônica enquanto tecnologia da inteligência, expressa no complexo informático-mediático, é a questão central na investigação de Pierre LÉVY (1990). O trabalho destes três autores estabelece a base teórica a partir da qual definimos o discurso do rádio como produto intelectual eletrônico, que se distingue tanto da oralidade quanto da escrita.
Como observou SCHIFFER (1991), o rádio foi o primeiro artefato eletrônico a penetrar no espaço doméstico. Esta condição eletrônica que está na sua origem muitas vezes é obscurecida quando se contrapõe uma "era do rádio" que pertenceria ao passado a uma outra "era da imagem" que definiria o presente e apontaria para o futuro. Como parece evidente, o rádio não terminou com o fim do que seria a "sua era". A melhor maneira de explicar isto é compreender que não foi nem o som nem a imagem que estabeleceram novas eras, mas sim a tecnologia eletrônica: tanto o rádio como a TV pertencem à era da informação, e o rádio foi a manifestação mais precoce da era eletrônica na comunicação de massa.
Uma pista desta precocidade pode ser encontrada na primeira utilização que o público fez do rádio. Na década de 90, com a explosão da Internet e a popularização do uso dos controles remotos, surge o conceito de "navegação" para dar conta do que seria uma nova forma de fruição dos produtos culturais, caracterizada pela interatividade e marcada pelo zapping permanente entre uma oferta infindável de enunciados. Pode-se dizer até que essa nova forma de fruição da cultura é uma característica da era eletrônica. O que pouca gente sabe é que ela surgiu há mais de setenta anos, de uma forma natural, com as primeiras emissoras de rádio.
SCHIFFER (1991:60), que estudou o rádio na perspectiva do arqueólogo, registra que essa era a forma dominante de ouví-lo, na década de 20, nos Estados Unidos. Como ocorre hoje com as páginas da Internet, naquela época ninguém pensaria em se deter por muito tempo numa única emissora. A sensação provocada pelo novo meio era justamente a de ser capaz de captar as emissões mais variadas possíveis, originadas nos mais longínquos locais. Diversas revistas norte-americanas da época fizeram sucesso promovendo concursos entre rádio-ouvintes, em que eram premiados os que comprovavam ter captado o maior número de emissoras. Para os adeptos do hobby, os programas das primeiras emissoras de rádio, independente do conteúdo, soavam como extremamente tediosos. O que importava a eles era ouvir o quanto antes a identificação da emissora, para partir para outra sem demora.
Essa forma espontânea de utilizar o meio não pôde ser compreendida naquele tempo como uma possibilidade, apenas como uma limitação. O rádio nascia eletrônico, mas suas perspectivas eram avaliadas por uma cultura letrada. Para dominar o veículo, esta cultura precisou retalhar o seu fluxo eletrônico sem começo nem fim, e que só pôde ser compreendido como possibilidade nos últimos vinte anos. A lógica do compromisso com hora marcada tanto para começar quanto para terminar, importada do mundo dos espetáculos, inventou os programas, organizou os conteúdos e acabou por se impor, disciplinando o público.
O princípio da obra fechada, que orientou a lógica dos programas, representou uma conquista da tecnologia da escrita em relação às anteriores culturas orais. Como destaca SEMPRINI (1994), "por longo tempo, ao menos por toda a idade clássica e moderna, a produção estética é construída em torno da noção de obra, seja ela texto (no sentido escritural do termo), quadro, composição musical, plástica, teatral, cinematográfica. Nesta cultura estética geral, cada obra possui uma forte individualidade e um caráter próprio. Ela é considerada como um elemento discreto, claramente separado, em termos conteudísticos e sobretudo formais, de outras obras, por mais afinidades que tenham entre si." Para o autor, tal noção de obra é dominante na doxa cultural e científica até uma data muito recente, e retardou a aceitação da programação de rádio em fluxo contínuo, em oposição à rádio de programas, que se impõe atualmente como uma tendência, e representaria assim, mais do que uma evolução, um destino, inerente à natureza eletrônica que já estava na origem do rádio.
Além da metáfora da obra, a cultura letrada impôs ao rádio a hegemonia do texto na composição de sua linguagem. A palavra é um fenômeno sonoro que a escrita, em princípio, apenas imita. No entanto, no estágio atual de desenvolvimento de nossa civilização, a escrita enquanto tecnologia da palavra se autonomizou, criando seus próprios caminhos e distanciando-se do oral. Esta autonomização, intensificada pela tipografia, é que permitiu o surgimento de novas formas de pensar e de dizer a realidade, tal como a ciência moderna ou o jornalismo (ONG, 1982).
A dificuldade que acompanha o discurso do rádio informativo desde a sua origem é encontrar uma maneira de expressar de forma sonora um conteúdo que tomou forma originalmente na tecnologia da imprensa. O jornalismo impresso operava com a palavra, porém com a palavra estática, "congelada" em forma de escrita. Ao se aventurar pela primeira vez no terreno da palavra elástica, "em estado líquido", o gênero se defrontou com uma série de situações inteiramente novas.
No início, "o radiojornal procura em tudo e por tudo reproduzir as características da imprensa". Os hábitos e convenções da página impressa são transferidos para o novo meio da maneira mais literal possível, "indo assim ao encontro com os costumes dos leitores de jornal" (GONÇALVES, 1956:36-44). Títulos quase gritados, com os artigos suprimidos, e a ideia de uma "paginação" rígida com seções fixas e "espaços" limitados por assunto, originam-se neste esforço de transposição fiel da experiência gráfica através do "jornal falado".
Desta maneira, a linguagem do radiojornalismo foi pensada naturalmente como uma nova forma de apresentação da mesma mensagem escrita. Tudo o que era dito ao microfone deveria ter sido escrito antes, tanto como modo de controle do conteúdo quanto como garantia de correção. A BBC de Londres chegou a produzir até scripted discussion, debates em que as participações eram previamente gravadas, transcritas no papel, "corrigidas" e só então levadas ao microfone da emissora pelos mesmos participantes, que liam suas próprias palavras anteriores tentando "reproduzir a naturalidade" original (HORSTMANN, 1988:11). O condicionamento dos profissionais pela máquina de escrever era tão forte que muitos se confessaram "inseguros" e "perdidos" com o surgimento de programas que aboliam a etapa textual da produção, utilizando a fala de repórteres pelo telefone.
A preocupação com o conteúdo mais do que com a forma, as dificuldades de comunicação deste conteúdo pelo meio invisível e os condicionamentos organizacionais de seu modo de produção contribuiram para moldar a linguagem inicialmente adotada pelo radiojornalismo por um esforço extremo de simplificação. A "lei da economia" aplicada à linguagem do radiojornalismo fez com que inicialmente ela fosse pensada exclusivamente enquanto texto. Tal postura tinha como contrapartida o locutor absolutamente neutro, despessoalizado, mero "instrumento de estúdio".
O padrão de "sobriedade de locução" que vigorou então, e que ainda hoje é tido como o ideal em muitas emissoras voltadas para um público de elite, foi buscado, significativamente, como relata FORD (1969:110), na forma contida adotada pelos jornalistas na cobertura de cerimônias fúnebres. No entanto, a contenção ensaiada nunca foi suficiente para dotar a voz humana de uma neutralidade que é, de fato, impossível. BARTHES (1973:116) distingue em toda a fala um grão da voz.
Além de um componente psicológico inseparável, BARTHES também localiza na fala a explicitação de uma variável sócio-linguística, "os falares diferem de grupo para grupo, e cada homem é prisioneiro de sua linguagem: fora da sua classe, a primeira palavra marca-o, situa-o inteiramente e expõe-o com toda a sua história. O homem é oferecido, entregue pela sua linguagem, traído por uma verdade formal que escapa às suas mentiras interesseiras ou generosas (BARTHES, 1964:67)."
Assim, se a contenção da voz pode disfarçar sua expressividade mímica, é completamente inócua para ocultar sua fisionomia (na analogia teatral de ARNHEIM, 1936). E a fisionomia da voz que se queria "neutra" no jornalismo deveria conotar a confiança, a autoridade, a correção, a elegância e a superioridade cultural da classe social que controlava a emissão. A BBC, que ditava padrões internacionais de "radiogenia", exigia de seus locutores que lessem as notícias vestidos a rigor, com roupas de grife (LEWIS & BOOTH, 1989:96).
O grão da voz é tanto mais importante na medida em que se considere as diversas funções semióticas que desempenha na comunicação radiofônica. No radiojornalismo, a voz do locutor informa não apenas o conteúdo das notícias, mas funciona igualmente como signo indexical que informa o programa e a emissora em que o ouvinte está sintonizado. A presença humana inerente à vocalização torna-se desta forma inseparável da presença institucional, ao mesmo tempo em que a presença institucional se manifesta apenas através da mediação humana. Tal ambiguidade dissolve convenções estabelecidas no jornalismo impresso para separar informação de opinião, e obriga as emissoras a conterem tanto a própria subjetividade quanto a de seus profissionais, como única forma de resguardar cada uma delas de uma identificação indesejada.
A identificação da voz pelo ouvinte estabelece também o contexto comunicativo, sinalizando os diferentes momentos da programação: distingue o que deve ser acreditado enquanto informação jornalística do que deve ser percebido como propaganda ou assumido como pura brincadeira para fins de entretenimento. A necessidade de demarcar fronteiras entre os diversos gêneros faz com que as emissoras procurem distinguir as vozes que aparecem em diferentes momentos da programação.
Na informação jornalística, o jogo de vozes não serve apenas para estabelecer um ritmo que ajude a manter a atenção do ouvinte, embora esta seja a sua intenção principal. A intercalação também sinaliza mudanças de assunto e de procedência das notícias, os diversos timbres e situações acústicas informam sobre a identidade e o contexto dos falantes. A qualidade de som estabelece
também uma hierarquia de vozes: na base o entrevistado, com postura amadora; acima dele o repórter, treinado com o microfone; no ápice o apresentador no estúdio, com as melhores condições de emissão. O estúdio insonorizado cria distanciamento em relação aos acontecimentos noticiados, enfatizando o controle sobre os conteúdos que deve ser exercido pelo apresentador (CRISELL, 1986:90).
A função mediadora que o jornalismo assume - entre os diversos discursos produzidos na sociedade e o seu público - faz com que processe e absorva em seu conteúdo os atos de fala de diferentes atores sociais. O gênero jornalístico é fortemente marcado pela intertextualidade e seus enunciados caracterizados quase sempre por um sentido polifônico: raramente é apenas o jornalista que fala, normalmente mescla sua fala com discursos de outrem que reproduz (FAIRCLOUGH, 1995:89). No rádio, a intertextualidade polifônica do discurso jornalístico encontrou a sua forma atual de expressão numa segunda fase da história do meio, com a universalização do uso do telefone e da gravação magnética.
Os novos meios tecnológicos provocaram uma abertura da programação para uma larga gama de vozes e de discursos, expondo, por contraste, a artificialidade da anterior fala amarrada ao texto. Em consequência, o conceito excludente de radiogenia será necessariamente revisto e até certo ponto superado por um novo contexto comunicativo.
Com a substituição das vozes, a palavra dominante no rádio também foi aos poucos mudando de natureza: "o falado-escrito cedeu seu posto a uma versão mais decisivamente informal, o falado-falado " (SIMONE, cit. in MENDUNI, 1994:43). A fala no rádio assume um aspecto mais natural. No entanto, a análise do modo de produção desta nova fala desfaz o equívoco bastante comum de equipará-la com uma fala natural.
Utilizando a metodologia de análise da conversação, GOFFMAN (1981:227) distingue três bases de produção da fala numa sociedade letrada: a recitação (de um texto memorizado), a leitura em voz alta (de texto ou de números não memorizados) e a fala de improviso ou instantânea (que seria "a composição e codificação simultânea do texto sob a exigência de resposta imediata à audiência numa situação corrente"). A fala no rádio resulta de uma combinação destas três bases de produção.
GOFFMAN observa que cada base de produção da fala exige um determinado tipo de competência adquirida. A competência exigida de um profissional de rádio exige não somente a capacidade de manejo da fala nas diversas bases apontadas, mas também na sua combinação, de forma a que o produto final torne-se fluente, ocultando o esforço de produção por uma aparência de espontaneidade. A espontaneidade da fala ao microfone do rádio distingue-se assim por ser espontaneidade planejada. Conforme Walter ONG, "a oralidade eletrônica é essencialmente uma oralidade mais deliberada e autoconsciente. (...) Prepara as coisas cuidadosamente para ter a certeza de que saem verdadeiramente espontâneas" (cit. in THORINGTON, 1993:179).
A diferença entre a espontaneidade produzida na fala natural e a espontaneidade autoconsciente produzida no rádio deixa clara a distância que existe entre o enunciado radiofônico e uma possível "naturalidade". A noção de naturalidade, porém, é empregada na literatura técnica como antítese em relação à fala de base exclusivamente escrita que caracterizou o período histórico do locutor impessoal. Na falta de instrumentos teóricos mais adequados, a noção de naturalidade serve também para dar conta de uma fala que se tornou mais complexa e passou a admitir maior variação, ao considerar a existência de um segundo nível de significação representado pelos componentes analógicos da fala.
WATZLAWICK, BEAVIN & JACKSON (1967:57), definem comunicação analógica como toda a comunicação não-verbal, abrangendo nesta classificação uma série de variáveis observadas na fala, como inflexão da voz, sequência, ritmo e cadência das palavras, "assim como as pistas comunicacionais infalivelmente presentes em qualquer contexto em que uma interação ocorra". A comunicação analógica, ligada a impulsos do inconsciente que remontam às origens ancestrais da espécie humana, não seria passível de um completo domínio racional, por seus aspectos necessariamente ambíguos e contraditórios. Daí a dificuldade de controlar tecnicamente este segundo nível de significação da fala radiofônica, e o apelo à "naturalidade" como sugestão de que pode mais facilmente ser apreendido na prática, da mesma forma como se apreende a língua materna.
Em consequência, os padrões de emissão sonora do discurso jornalístico quase sempre fazem parte de um repertório de conhecimentos profissionais incorporados de forma inconsciente, por mimetismo cultural (BEHLAU & ZIEMER, cit. in NUNES, 1993:149). Quando muito, tal informação técnica é tratada no ambiente de trabalho de um modo tipicamente oral, na solução de problemas pontuais eventualmente detectados com base na sensibilidade e na experiência, mas sem uma apropriação consciente que permita uma utilização mais produtiva de seus recursos.
No entanto, o fato dos padrões de enunciação vocal do radiojornalismo não serem conscientizados não implica em que não existam ou que possam ser comparados à fala natural. Como observa mais uma vez BARTHES, a fala não é "por si só, fresca, natural, espontânea, verídica, expressiva de uma espécie de interioridade pura; bem pelo contrário, a nossa palavra (sobretudo em público), é imediatamente teatral, vai buscar as inflexões (no sentido estilístico e lúdico do termo) a todo um conjunto de códigos culturais e oratórios: a palavra é sempre tática" (BARTHES, 1981:9-10). No mesmo sentido, GUIRAUD (1993:48) propõe que no código prosódico da fala "indícios de origem natural estão de fato altamente socializados e convencionados, como o mostra a dicção dos atores".
De fato, o teatro desenvolveu inclusive um termo técnico para dar conta deste nível suplementar de significação da palavra falada: o subtexto (STANISLAVISKI, cit. in BALSEBRE, 1994:57). Nas artes cênicas, o subtexto pertence mais ao campo de atuação dos diretores do que ao dos roteiristas, e define a modulação das palavras do texto na interpretação dos atores, de modo a
compor o seu significado em função dos objetivos de cada fala no conjunto da obra. No rádio, o subtexto se expressa unicamente através do uso da voz, que substitui a mímica visual. A curva melódica, o ritmo e as ênfases tônicas utilizadas repetidamente constituem códigos que permitem aos ouvintes situar imediatamente o texto da fala.
A maneira espontânea como estes códigos são aprendidos e internalizados é o que dificulta a compreensão de sua especificidade radiofônica e a sua diferenciação em relação a uma linguagem "natural". Mas a naturalidade que passou a ser perseguida como um valor pelos profissionais do rádio só pode ser comparada com aquela pretendida anteriormente pelo cinema, para distinguir a sua forma de representação dos modos exagerados da atuação teatral desenvolvidos nos palcos. Além do "planejamento da fala espontânea", e do subtexto socializado, a comunicação radiofônica tem em comum com o audiovisual outra situação artificial: a presença de um espectador desconhecido, um terceiro não participante das interações construídas, e que é para quem está efetivamente direcionada toda a fala produzida. A intencionalidade de audiência da fala é que justifica a situação comunicativa e, em função dela, a fala segue padrões convencionais, em grande parte compartilhados com esta audiência.
A superação da escrita pelo jornalismo eletrônico do rádio passou primeiro pela reafirmação dos padrões estabelecidos pelo jornalismo escrito. Mas a nova forma adotada pelo jornalismo sonoro, com a agregação ao texto de um subtexto (presente na arcaica comunicação oral e remodelado por um novo contexto comunicativo) e dos demais elementos da linguagem sonora (música, ruídos, silêncio) evoluiu num novo gênero de discurso, que se expressa pela composição de um supertexto, impossível de ser produzido apenas com os recursos da escrita e impensável numa cultura oral.
A lógica da cultura letrada passou então a ver o discurso do rádio como algo mais do que apenas texto, mas ainda assim como uma forma de escrita. Por esta lógica, em todos os manuais a linguagem do rádio é apresentada então como uma composição de palavra falada, música, ruídos e silêncios. Na verdade, esta composição não descreve exatamente a linguagem do rádio, descreve antes a linguagem fonográfica. O supertexto radiofônico se caracteriza não apenas pela agregação de um subtexto ao texto propriamente dito, mas também pela sua enunciação em tempo real.
O século XIX assistiu ao alvorecer de uma nova concepção de escritura. A fotografia, o cinema e o fonógrafo, propunham uma nova forma de registro das manifestações da natureza e das culturas humanas, capazes de captar de maneira simultânea e automática uma grande variedade de nuances e tons (de luz ou de som). No plano da linguagem, estas formas de registro mecânico (depois aperfeiçoadas pela eletrônica) permitiram conservar e reproduzir em qualquer tempo e lugar os componentes analógicos que anteriormente eram prisioneiros da situação da enunciação. Repetia-se assim, agora com as linguagens analógicas, o salto que anteriormente a escrita possibilitara ao modificar a enunciação dos componentes digitais da fala.
Mas o discurso do rádio não se limita a uma nova escritura feita pela composição de sons. O discurso do rádio é isso e algo mais, e este algo mais é dado por sua enunciação em tempo real. A radiodifusão distingue-se da imprensa por sua condição ao vivo, e é percebida como tal, o que provoca um forte efeito de realidade e, através dele, a empatia do público. Porém, a simultaneidade a que esta condição idealmente se refere, no caso do radiojornalismo, ocupa apenas uma parcela do tempo do fluxo. Esta parcela é geralmente menor do que aparenta, uma vez que a condição fonográfica de um enunciado raramente é explicitada, enquanto os momentos de transmissão direta tem sempre esta condição enfatizada e, não raramente, simulada.
Por outro lado, a característica viva do discurso do rádio não é mera simulação. Como destaca SCANNEL (1991:1), "Rádio e televisão são meios ao vivo. Como o telefone, a fala que eles produzem existe em tempo real: o momento de sua pronúncia e o momento de sua audição são o mesmo momento. Nos primeiros dias tanto do rádio como da TV todas as transmissões eram ao vivo. Em ambos os casos, o desenvolvimento de tecnologias para gravar a fala chegou consideravelmente depois e, embora hoje muitos programas sejam pré-gravados, isso é feito de forma a preservar o efeito do ao vivo. (...) O caráter vivo da radiodifusão, o seu senso de existência em tempo real - o tempo do programa correspondendo ao tempo de sua recepção - é um efeito intrínseco ao meio. A fala que sai do rádio e da televisão é reconhecida como produzida em instituições com existência atual, intencionada e dirigida para membros do público com existência atual, que a recebem nas circunstâncias do mundo real".
A observação do papel predominante do fonográfico no discurso do radiojornalismo, por um lado, e do caráter efetivamente vivo do enunciado radiofônico, por outro, conduz a um paradoxo: o rádio faz ao vivo um discurso predominantemente fonográfico. O significado deste vivo, porém, requer uma maior elucidação para que a ambiguidade possa ser superada.
A condição ao vivo só é total e permanente no fluxo do rádio no que diz respeito a uma única simultaneidade: entre enunciação e recepção. A dissecação do conceito permite isolar esse primeiro nível em que o vivo se dá. O vivo em primeiro grau está presente no rádio desde a sua origem e é uma condição da qual não pode se separar. A simultaneidade enunciação/recepção presente no vivo em primeiro grau não implica necessariamente a simultaneidade entre o tempo de produção do enunciado e sua enunciação. Pelo contrário, o enunciado pode ter sido produzido antecipadamente, como no caso de um programa gravado.
O vivo em primeiro grau refere-se assim ao paralelismo do tempo do enunciado com o tempo da vida real (o tempo do relógio), paralelismo este que atinge a sua expressão máxima no fluxo contínuo. Funcionando 24 horas por dia, o rádio atinge a isocronia absoluta com o tempo da vida real, provocando a torsão na linha do tempo de programação que passa a ser representada visualmente por uma espiral infinita.
O vivo que caracteriza o rádio torna-se mais intenso conforme a forma de produção do enunciado. Um texto escrito, memorizado ou planejado antecipadamente para ser interpretado no rádio, embora não caracterize ainda a dupla simultaneidade da transmissão direta, agrega à primeira simultaneidade do discurso mais um elemento vivo - a interpretação do locutor. Por isso, o discurso produzido pela apresentação de um texto ao microfone, embora mantenha as características de um conteúdo produzido antecipadamente, pode ser considerado um vivo em segundo grau.
Em termos da composição do discurso do rádio informativo, a incorporação da fonografia na rotina de produção das emissoras, num segundo momento de sua existência, trouxe mudanças consideráveis. Todas as conquistas representadas pela escrita, enquanto tecnologia intelectual, no campo do processamento linguístico, tornaram-se acessíveis no campo da expressão sonora: a objetivação, o transporte, a conservação, o distanciamento, a montagem a posteriori, o fechamento - enfim, o a enunciação diferida em sua potencialidade plena, tal qual havia se desenvolvido em suporte espacial, era agora viável também numa linguagem temporal.
O diferido libertou a expressão sonora da tirania do presente extratextual, permitindo ao discurso do radiojornalismo reassumir totalmente o domínio sobre a definição dos limites da atualidade. No entanto, não alterou a primeira simultaneidade deste discurso, entre enunciação e recepção, que caracteriza o seu caráter vivo em primeiro grau. A forma sistemática e intensa como o elemento fonográfico foi incorporado no discurso do rádio, e o fato da produção de uma coisa e outra se confundirem na rotina das emissoras, tem dificultado a possibilidade de discernir entre elas. Acrescida a limitação teórica da maior parte dos estudos linguísticos que, para dissecar uma língua, como o corpo de um animal, quase sempre precisam matá-la, compreende-se porque as tentativas de descrição e definição da linguagem do rádio não fazem esta distinção.
A linguagem do rádio, uma vez morta, uma vez considerada como linguagem dada, não se distingue em nada da linguagem fonográfica. O que a distingue é que ela não existe na realidade enquanto dada, existe apenas dando-se no discurso. Seja transmitindo em direto, seja transmitindo em diferido um produto fonográfico que assim atualiza, ou ainda combinando estes dois elementos, como normalmente o faz, o rádio transmite sempre no presente individual de seu ouvinte e no presente social em que está inserido, ou seja, num contexto temporal compartilhado entre emissor e receptor: o tempo real. Ao contrário, na fonografia, como no cinema, emissor e receptor estão separados no tempo e o contexto temporal não é compartilhado por eles.
Quando um enunciado diferido é incluído no macrotexto do fluxo radiofônico (uma declaração, uma reportagem, uma música), sofre uma mudança qualitativa. Cumpre função comunicativa diversa pela mudança do contexto. De enunciado autônomo, passa a fazer parte de um enunciado maior (um programa, uma programação) que tem outro autor, outra intenção, outra leitura, outra relação com a realidade. O objeto inanimado funciona então como prótese de um corpo vivo.
O vivo do rádio apresenta ainda outros níveis além do primeiro e segundo graus já descritos. Um terceiro, ainda intermediário, seria aquele em que não apenas a intepretação viva é agregada a um conteúdo diferido, mas a própria elaboração do conteúdo é realizada simultaneamente à enunciação, com a utilização predominante do improviso sem planejamento prévio. Embora tenha campo de utilização mais restrita no rádio informativo do que em outros gêneros radiofônicos, este vivo em terceiro grau aparece no fluxo em inúmeros momentos e situações, especialmente naqueles de interação verbal em tempo real ou quando um acontecimento inesperado exige uma resposta pronta, obrigando a emissora a uma postura tática.
O vivo em terceiro grau costuma ser apresentado ao público como transmissão direta, embora ainda não a caracterize no sentido estrito da expressão. Para que este seja caracterizado, é necessária a simultaneidade também do acontecimento relatado, completando a isocronia entre quatro tempos: o do acontecimento, o da produção do relato, o da enunciação e o da recepção. A conjunção desses quatro tempos é que distingue a transmissão direta no sentido pleno da palavra e que caracteriza, no fluxo do rádio informativo, o vivo em quarto grau, ou o seu mais alto grau possível.
A transmissão ao vivo possibilitada pela tecnologia eletrônica incluiu o momento presente no campo da noticiabilidade. O conhecimento do absolutamente efêmero, até então desprezado por uma tradição letrada que possuia como principal parâmetro de validação a posteridade, revela-se cada vez mais fundamental para a sobrevivência numa sociedade que se move em velocidade crescente. O rádio foi o primeiro meio de comunicação de massa a operar em tempo real, e esta característica estritamente eletrônica de combinar a transmissão direta com a diferida é que distingue a sua linguagem em relação à da fonografia.
Uma outra tentativa de enquadrar a linguagem do rádio na lógica da cultura letrada foi de explicá-la a partir dos parâmetros do cinema. O cinema é mais velho do que o rádio como meio de comunicação, e quando o rádio surgiu, já havia desenvolvido a sua sintaxe plano-sequência. Desde o início do rádio, foram feitas várias tentativas de adaptar esta sintaxe para o novo meio, produzindo filmes sonoros. Embora até hoje existam teóricos defendendo esta perspectiva , ela apresenta dois problemas insuperáveis: primeiro, não existe filme em tempo real. O filme sonoro seria então um produto fonográfico, mais do que radiofônico, a partir do momento em que se fez a distinção entre uma coisa e outra. Segundo, a ausência de parâmetros espaciais fixos na linguagem sonora invisível do rádio impede a distinção entre os planos e as sequências (FUZELIER, 1966). O plano só pode ser definido sobre uma imagem, precisa parâmetros espaciais fixos. A
linguagem do rádio é estritamente temporal.
Isso não significa que o rádio não possa criar imagens, conduzindo a imaginação do ouvinte. A diferença é que essas imagens interiores, produzidas na mente, não podem ser confundidas com as imagens que se vê numa tela. São imagens muito mais ricas - podem comportar três dimensões, e também incluir
sensações táteis, olfativas, auditivas - e também muito mais econômicas: muitas vezes são dispensadas sem que isso prejudique a comunicação. Ao se ouvir um noticiário, por exemplo, ninguém fica imaginando o rosto do locutor ou o estúdio de onde fala, porque isso não é importante para a mensagem. Como destacou ARNHEIM, já em 1936, a seletividade e a versatilidade proporcionadas pela sua condição invisível que garantem a eficiência do discurso do rádio.
Para distinguir a linguagem do rádio tanto da fonografia como do cinema (estas concebidas na era mecânica, embora aperfeiçoadas depois pela eletrônica), é preciso definí-la como uma composição sonora invisível de palavra, música, ruído e silêncio, enunciada em tempo real. Esta definição comporta não apenas o rádio tradicional, difundido por diversar faixas de ondas de rádio-frequência (AM, FM, OC, etc.), mas também as possibilidades que estão sendo abertas para a difusão do rádio no presente e no futuro próximo, como no caso da transmissão por cabo, por satélite, ou pela Internet. A identidade do rádio na era eletrônica não se localiza mais na forma como é difundido, mas na especificidade de seu discurso sonoro, invisível, enunciado por diversos meios em tempo real.
Fonte: por Eduardo MEDITSCH, Professor da UFSC, Doutor em Jornalismo
Comunicação ao GT Rádio
XX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
Santos, 1997
Bibliografia
BALSEBRE, Armand
1994 El Lenguaje Radiofónico. Madrid, Cátedra.
BARTHES, Roland
1964 Le Degré Zero de l'Écriture. ut. trad. portuguesa: O Grau Zero da Escritura. Lisboa, Edições 70, 1989.
1973 Le Plaisir du Texte. ut. trad. portuguesa: O Prazer do Texto. Lisboa, Edições 70, 1988.
1981 Le grain de la voix. ut. trad. portuguesa: O Grão da Voz. Entrevistas 1962-1980. Lisboa, Edições 70, 1982.
CRISELL, Andrew
1986 Understanding Radio. London and New York, Methuen.
FAIRCLOUGH, Norman
1995 Media Discourse. London, Edward Arnold.
FORD, Charles
1969 "Influence du micro sur la dramaturgie du réel" in TARDIEU et al. (1969) p. 97-118
FUZELIER, Etienne
1965 Le langage radiophonique. Paris, Institut des Hautes Etudes Cinématrographiques.
GOFFMAN, Erving
1981 Forms os Talk. Philadelphia, University of Pennsylvania Press.
GOODY, Jack
1977 Domestication of the Savage Mind. ut. trad. portuguesa: Domesticação do Pensamento Selvagem. Lisboa, Presença, 1988
GUIRAUD, Pierre
1993 La Sémiologie. ut. trad. portuguesa: A Semiologia. Lisboa, Presença, 1993
HAUSSEN, Dóris Fagundes
1993 (ed.) Sistemas de Comunicação e Identidades da América Latina. Porto Alegre, Edipucrs/Intercom.
HORSTMANN, Rosemary
1988 Writing for Radio. London, A & C Black (Publishers).
LÉVY, Pierre
1990 Les technologies de l'Intelligence - L'avenir de la pensée à l'ère informatique. ut. trad. portuguesa: As Tecnologias da Inteligência. O Futuro do Pensamento na Era Informática. Lisboa, Instituto Piaget, 1994
LEWIS, Peter M. & BOOTH, Jerry
1989 The Invisible Medium. Public, Commercial and Community Radio. ut. trad. espanhola: El medio invisible. Radio pública, privada, comercial y comunitaria. Barcelona, Paidós, 1992
MEDITSCH, Eduardo
1996 A Especificidade do Rádio Informativo. Tese de Doutorado. Lisboa, FCSH/UNL.
MENDUNI, Enrico
1994 La Radio Nell'era Della TV: Fine di un compresso d'inferiorità. Bologna, Il Mulino.
NUNES, Mônica R. F.
1993 O mito no rádio: a voz e os signos de renovação periódica. São Paulo, Annablume.
OLIVEN, Ruben George
1993 "Nas bocas - a oralidade nos tempos modernos" in HAUSSEN (1993b) p. 61-64
ONG, Walter
1982 Orality & Literacy: the technologizing of the word. London, Routledge.
SCANNELL, Paddy
1991 (ed.) Broadcast Talk. London, Sage.
SCHIFFER, Michael Brian
1991 The Portable Radio in American Life. Tucson, The University of Arizona Press.
SCHULBERG, Bob
1989 Radio Advertising: The Authoritative Handbook. ut. trad. mexicana: Publicidad Radiofónica: el manual autorizado. McGraw-Hill/Interamericana de México, 1992
SEMPRINI, Andrea
1994 Il flusso radiotelevisivo: France Info e CNN tra informazione e attualitá. Torino, Rai/Nuova Eri.
STRAUSS, Neil & MANDL, Dave
1993 (eds.) Radiotext(e). New York, Semiotext(e).
TARDIEU, Jean et al.
1969 Grandeurs et faiblesses de la radio: Essai sur l'évolution, le rôle créateur et la portée culturelle de l'art radiophonique dans la société contemporaine. Paris,
Unesco.
THORINGTON, Helen
1993 "The Noise of the Needle" in STRAUSS & MANDL (1993) p. 178-180
WATZLAWICK, Paul, BEAVIN, Janet Helmick & JACKSON, Don D.
1967 Pragmatics of Human Communication. ut. trad. brasileira: Pragmática da Comunicação Humana. São Paulo, Cultrix, 1993
Assinar:
Comentários (Atom)




